Disney avalia possibilidade de sequência para o live-action de “Aladdin”

Ocupando a terceira posição da lista de bilheteria dentre os live-actions da Disney, o sucesso de “Aladdin”, com mais de US$1 bilhão arrecadado, ainda repercute entre os fãs e os envolvidos da superprodução estrelada por Mena Massoud, Naomi Scott, Will Smith e Marwan Kenzari. Tamanho retorno positivo colocou o quarteto protagonista mais uma vez na mira do produtor Dan Lin, que não esconde o interesse em uma sequência e nem seus planos para ela.

A informação, que começou a circular no mês de julho, pouco tempo após o lançamento da adaptação nos cinemas, ganhou novo fôlego nesta semana, e, de acordo com a imprensa americana, existe uma vontade declarada por Lin de levar às telas uma nova aventura com o povo de Agrabah, uma ideia que inicialmente estaria sendo pensada com base na animação “O Retorno de Jafar”, de 1994, mas sem desconsiderar a possibilidade de um roteiro inédito ser apresentado e aprovado pelos estúdios Disney, e que pode ou não contar com a dobradinha de Guy Ritchie na direção.

Em entrevista ao site Comic Book, o produtor confirmou as conversas em andamento.
Quando fizemos o primeiro filme queríamos apenas fazer o melhor filme que pudéssemos e permitir que o público nos dissesse se queriam ver mais. E eu diria que o público quer ver mais. Eles assistiram a esse filme várias vezes. Nós temos muitas cartas de fãs que realmente voltaram levando seus amigos e a família. Nós sentimos que há mais histórias para contar e vamos tratá-lo da mesma maneira que tratamos o filme original de ‘Aladdin’, sem fazer um remake do remake de tudo o que já foi feito antes”, contou Dan Lin.

Ainda não existe nenhuma ventilação sobre datas e rumos, mas até lá, o filme, que no Brasil contou com vozes de Daniel Garcia, Lara Suleiman, Márcio Simões, Rodrigo Miallaret, entre outros, chega às lojas em Blu-Ray e DVD a partir de 11 de setembro.

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Especial: No ‘Dia da Dublagem’, atores do Teatro Musical relembram seus papéis mais marcantes

Os fãs de cinema e os donos de vozes marcantes que podemos ouvir em todo tipo de tela celebram no dia 29 de junho o “Dia do Dublador”. A arte de colocar uma intenção, passar uma emoção, dar vida a um corpo diferente do seu, seja ele em versão animada ou não, é desafiadora na grande parte das vezes, mas para quem trabalha com isso, é proporcionalmente gratificante e recompensador o poder de marcar uma época, fazer história e conquistar gerações.

Os tempos mudaram para os profissionais da voz. Há muito tempo atrás, era comum ver estúdios como a Disney escolherem duas vozes para um mesmo papel de um longa musical, sendo uma para a voz falada e outra para a voz cantada, mas de alguns anos para cá,  o processo vem se unificando e os “triatletas dos palcos”, como são chamados os profissionais de teatro musical, que dominam a interpretação, o canto e a dança simultaneamente, passaram a ter oportunidades no mundo da dublagem e seus talentos reconhecidos nos mais disputados testes do mercado.

São centenas de horas de gravação em estúdio, dezenas de repetições frase por frase e nota por nota, um mergulho profundo em uma história que talvez precisasse de meses, mas por vezes é feito em dias, e um cuidado que passa pela direção de cena, a direção musical e por aprovações de peso internacional.
O misterioso e mágico universo que envolve àquele que recebe um convite especial – e sempre sigiloso -, para dar vida, cores e tons a personagens inesquecíveis, de velhas e novas infâncias, se revela (pelo menos um pouco) nessa matéria especial, onde o B! bateu um papo exclusivo com 17 grandes nomes que brilham não só nos palcos, mas também nas telas, e que, através de depoimentos divertidos e emocionantes, relembraram alguns de seus personagens mais especiais! Confira e “bom filme!”!

 

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Adriana Quadros – É dona de uma voz cheia de personalidade. Esteve em cartaz com musicais como “As 4 Faces do Amor”, “Baby – O Musical”, “Rádio Nacional”, “Mudança de Hábito” e “Wicked”. A atriz computa também participações em novelas e séries da Rede Globo, Record e GNT.

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Andrezza Massei – É veterana nos palcos e bastante conhecida por sua veia cômica. Integrou o elenco de grandes produções como “A Bela e a Fera”, nas duas montagens, “Cats”, “Mamma Mia”, “Priscila, Rainha do Deserto”, “A Madrinha Embriagada”, “We Will Rock You”, “Les Misérables”, “Sunset Boulevard”. Seu próximo papel será em “Chaves – Um Tributo Musical”, no papel de Dona Clotilde.

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Any Gabrielly – Despontou no meio artístico como uma das jovens Nalas na montagem brasileira de “O Rei Leão” e “Menino Maluquinho – O Musical”. Desde 2017 representa o Brasil como integrante do grupo musical global “Now United”, que é fenômeno pelo mundo.

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Claudio Galvan – Artista multifacetado, é um ator lírico, bailarino clássico, cantor e dublador reconhecido há mais de 20 anos. Sua voz pode ser ouvida em personagens mundialmente conhecidos como Pato Donald e Ursinho Pooh. Trabalhou em novelas e integrou o elenco de musicais como a primeira montagem de “Rocky Horror Show”, “A Família Addams”, “O Rei Leão”, “Antes Tarde do Que Nunca”, “Forever Young”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”,, “Os Produtores”, entre outros.

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Gabi Porto – É um dos talentos da nova geração do teatro musical no Brasil. Esteve presente nos espetáculos “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade”, “Todos Os Musicais de Chico Buarque”, “Ordinary Days”, “Beatle Num Céu De Diamantes”, “Rent”, entre outros.

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Giulia Nadruz – Também conhecida na nova geração, traz na carreira musicais como “Fame”, “Mamma Mia”, “Para Sempre ABBA”, “Um Violinista no Telhado”, “O Elixir do Amor”, “Shrek”, “Cinderella – Um Musical da Broadway”, “Ghost”,  “Tick, Tick… Boom” e atualmente alterna o papel de Christine em “O Fantasma da Ópera”.

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Gottsha – É um dos nomes mais conhecidos do teatro musical no Rio de Janeiro e São Paulo, tendo participado de diversos musicais da dupla Möeller & Botelho, como “As Malvadas”, “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que Me Amava”, “Tudo é Jazz”, “Godspell”, “Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força”, “A Noviça Rebelde”, “Como Eliminar Seu Chefe” e “Rocky Horror Show”.

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Hugo Bonemer – Com papeis bastante diferentes nos palcos, protagonizou musicais como “Bark” – Um Latido Musical”, “Hair”, “Rock in Rio – O Musical”, “Ordinary Days”, “Yank!” e “Ayrton Senna – O Musical”. Cinéfilo assumido, apresenta um programa sobre o universo dos filmes no canal fechado L!KE.

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Ivan Parente – Dividindo a carreira entre a música, o teatro, a TV e a dublagem, seu nome está presente em grandes produções há quase 20 anos, entre elas “Les Misérables”, as duas montagens, “Alô, Dolly!”, “A Madrinha Embriagada”, “O Homem de La Mancha”, “Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos”, entre outras. Atualmente pode ser visto no ar com a novela “As Aventuras de Poliana”, no papel de Lindomar, e em breve no elenco do musical Madagascar, como o Girafa Melman.

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Kacau Gomes – Sempre dividida entre musicais do eixo Rio-São Paulo, a atriz, cantora e dubladora integrou produções como “Rocky Horror Show”, “South American Way”, “Godspell”, “Tudo é Jazz”, “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava”, “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”, “Rock in Rio – O Musical”, “Love Story”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, e atualmente dobra em “Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade” em SP e “Quebrando as Regras” no RJ. Em paralelo fez icônicas dublagens, foi backing vocal de grandes nomes da música, emplacou hit em trilha de novela, e atuou na TV.

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Kiara Sasso – É um dos nomes mais reconhecidos do teatro musical brasileiro, com uma carreira de protagonistas de peso. Esteve à frente das primeiras montagens de “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que Me Amava”, “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “A Noviça Rebelde” e “O Homem de La Mancha”, integrou ainda o elenco de “Miss Saigon”, “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”, “Mamma Mia!”, “Hair” e “A Madrinha Embriagada”. Como produtora, conquistou o público com a fábula musical original “O Palhaço e a Bailarina”. Atualmente é proprietária do espaço Broadway Center e se prepara para produzir e estrear o musical “A Casa das Sete Mulheres” em 2021.

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Lara Suleiman – Parte da geração de novos talentos, seu primeiro grande trabalho nos palcos foi na segunda montagem de “Les Misérables”, onde foi cover de Eponine. Integrou também o elenco de musicais como “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte” e “Tick, Tick…. Boom”. Estreou na dublagem em 2019, já como uma princesa da Disney.

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Leandro Luna – Com grandes musicais no currículo, já pôde ser visto em produções como “Priscila, Rainha do Deserto”, “Vingança”, “Chaplin – O Musical”, “Meu Amigo Charlie Brown”, “Pacto – A História de Leopold e Loeb” e “Aparecida – Um Musical”.

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Nando Pradho – Nome de peso que conquistou sucesso no teatro musical brasileiro, protagonizou grandes produções como “O Fantasma da Ópera”, “Miss Saigon”, “Les Misérables” (no Brasil e no México) e “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”.

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Rodrigo Miallaret – Destacando-se como ator e também diretor, integrou a primeira montagem de “Les Misérables”, que lhe abriu caminho para outras grandes produções como “O Fantasma da Ópera”, “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”, “Harispray”, “Crazy For You”, “Mudança de Hábito”, “We Will Rock You” e “Forever Young”. Atualmente é diretor residente da montagem de “O Fantasma da Ópera”, em cartaz no Teatro Renault, onde também divide-se na função de cover.

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Saulo Vasconcelos – Nome importante da chamada “Geração de Brasília”, um grupo de talentos do teatro musical oriundos da capital do país que conquistou sucesso no teatro musical e abrilhantou diversos musicais. Entre seus principais trabalhos, destaque nas primeiras montagens de “O Fantasma da Ópera”, tendo interpretado o papel-título no México e no Brasil, “Les Misérables”, “A Bela e Fera” e “A Noviça Rebelde”. Integrou ainda o elenco de “Aida”, “Cats”, “Mamma Mia”, “Priscila – A Rainha do Deserto” e “A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha”.

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Thiago Machado – Destaque entre os talentos da nova geração, sua carreira traz papeis importantes em musicais como “Mamma Mia”, “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”, “Mudança de Hábito”, “Os 10 Mandamentos”, “Cantando na Chuva”, “Rocky Horror Show”, “Rent”, “Tick, Tick… Boom”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, e nas próximas semanas em “Pippin”, temporada de São Paulo a estrear no Teatro FAAP.

Entrevista: Márcio Simões, a voz por trás do Gênio da Lâmpada, de “Aladdin”, há 27 anos

Assistir a um filme dublado sempre divide opiniões. Há quem prefira as vozes originais, mas há também quem tenha se acostumado com uma referência antiga e não consiga se desconectar da famosa “memória auditiva” e muitas vezes, emotiva. Normalmente é o que acontece com profissionais como Márcio Simões, considerado um dos maiores nomes da dublagem no Brasil há mais de 30 anos, e que contou com exclusividade ao B! sobre essa trajetória de sucesso e seu retorno ao longa do momento, o live-action “Aladdin”, recorde de bilheteria nos cinemas desde seu lançamento, em 23 de maio.

O carioca responsável por dar voz a dezenas de personagens interpretados por grandes nomes de Hollywood, além das famosas animações, carrega consigo muitos marcos desde 1986, quando, apesar de formado em Engenharia Civil na UFRJ, decidiu apostar em algo com que se identificava desde pequeno. “Quando eu era criança adorava imitar desenho animado, fazer as vozes dos personagens da minha época, e sempre pensei assim: ‘- caramba, bem que eu poderia ser tradutor!’ – naquele tempo eu não tinha ideia do que era ser dublador. Ai o tempo passou, eu me formei, não exerci, e logo entendi que não tinha nada a ver com a Engenharia. Eu fui trabalhar em rádio, trabalhei na Globo FM, na Estácio, e na época em que estava na Estácio pintou o curso do Newton da Matta, lá na faculdade mesmo, e me interessei. Como eu já trabalhava na rádio, fiz curso e enfim, estou aí até hoje”, conta.

Mas se engana quem pensa que ele conquistou grandes papéis rapidamente, pois os testes sempre fizeram parte da trajetória de Márcio – que precisou de alguns anos para conquistar seu espaço entre os principais produtores da época, além do respeito de colegas de profissão. Uma escada de aprendizado foi subida degrau por degrau através de diversos trabalhos menores, de pouca fala e muito vozerio – termo que se usa para cenas em que o encontro de várias vozes acontece, encorpando um ambiente publico. “No início foi difícil, porque eu tinha que provar para os diretores que eu era bom, mostrar o meu trabalho, e isso naquela época levava um bom tempo, levava anos, a gente não tinha essa oportunidade assim tão rápido, as coisas não aconteciam como hoje em dia, então a gente passava um tempo até as pessoas conhecerem e gostarem da gente. Só depois desse processo que era escalado para coisas melhores”, relembra.

No meio dessas “coisas melhores” surgiu um convite que se tornaria o divisor de águas na carreira de Márcio Simões, fincando sua bandeira na história da dublagem. O desafio era dar vida ao Gênio da Lâmpada, da animação de “Aladdin”, um dos maiores clássicos da Disney lançado em 1992. A voz original foi dada por Robin Williams, que também se consagrou no papel, mas antes de viver essa responsabilidade tamanha, ele quase deu vida ao mais famoso caranguejo de Walt Disney.
“Eu fui chamado para fazer o teste para o Sebastião, de ‘A Pequena Sereia’ (1989), mesmo sem os diretores me conhecerem tanto. Eu já tinha feito algumas coisas legais, mas aquela confiança necessária da época ainda não tinha. Acabou que não consegui chegar no teste na hora e fui substituído, fiquei chateado pra caramba, mas ele acabou sendo dublado pelo André Filho, que fez maravilhosamente bem. O tempo passou e o desenho seguinte que veio foi o ‘Aladdin’, então o diretor que tinha me escalado naquela época acabou me chamando de novo. Eu fiz o teste com mais três pessoas e ganhei. O Telmo, que foi o diretor, ainda não era muito seguro quanto ao meu trabalho, mas ele foi vendo a coisa acontecer, a gente se adaptando ao que precisava na hora, e fui começando a ganhar mais confiança. Só depois que fiz o trabalho do ‘Aladdin’ que passei a ser reconhecido pelos colegas como um bom dublador e os diretores começaram a me dar mais oportunidades, as portas foram se abrindo”, explica ele, lembrando ainda que, antigamente, o processo para ocupar um lugar nesse mercado vinha muito do boca a boca, da indicação entre os criativos do meio.

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Agora, quase três décadas depois, a voz que eternizou o grande amigo azul de Aladdin está de volta na versão live-action, que conta ainda com Daniel Garcia, Lara Suleiman e Rodrigo Miallaret no time de dubladores, e diferente do que muitos pensam, ele não foi diretamente escolhido para reviver o personagem, mesmo sendo considerado o dublador oficial de Will Smith no Brasil: “Nesses 27 anos eu também dublei o Robin Williams em vários filmes depois do Gênio, mas tive que gravar um teste de canção e cena, que foi enviado para a Disney para eles aprovarem lá. E mesmo depois de aprovado, se não tivesse ficado bom, eles pediriam para refazer, então não tem muito essa coisa de ‘-ah, mas tem que ser o Marcio Simões!’. Infelizmente hoje em dia isso não conta mais, é uma pressão legal, mas é o cliente que decide. Se eles tivessem optado por colocar um cantor, ou um ator-cantor de musical, que é o que tem acontecido ultimamente, seria assim e pronto, mas eu dei sorte. Fiz o teste, eles gostaram e foi, de novo, um bom trabalho”, comemora.

O longa musical que superou a bilheteria de “Vingadores” no país ganhou contornos mais modernos com o trio protagonista vivido por Mena Massoud, Naomi Scott e Will Smith, e por mais referências que Márcio pudesse ter sobre o papel, ele precisou ser tateado do zero, e as diferenças encontradas foram trabalhadas na adaptação através de orientações do estúdio e muito feeling. “Na verdade a orientação que eu tive da Disney para esse filme foi: ‘- esquece o Robin Williams, esquece que ele fez. Se concentra no que o Will Smith fez e faz exatamente igual’. E ai eu, junto com o diretor de dublagem e o diretor de canção, decidimos fazer frase por frase, com calma, para poder pegar tudo que ele fez e repetir, fazer igualzinho a ele, do jeitinho que ele fez, porque ele criou esse novo personagem né?! Ele fez uma homenagem ao Robin Williams, mas sem deixar de imprimir a característica dele, então tive que fazer exatamente assim, e por exemplo, aquelas imitações que o Robin fez, o Will não fez, ele se concentrou em dar aquela cara para o personagem, fazer uma coisa mais rapper, mais hip hop, daquele jeitão dele mesmo, e foi nisso que me concentrei também”.

Não é difícil encontrar quem diga que a famosa “magia Disney” impacta positivamente a vida de quem tem a oportunidade de trabalhar com ela. A possibilidade de “se tornar um personagem” é sonhada por muitos artistas, especialmente os dubladores, e Márcio ainda foi mais longe, dando voz a outros três conhecidos vilões,  Hopper de “Vida de Inseto”, Hades de “Hércules” e Randall Boggs de “Monstros S.A”, ao peixe Gill de “Procurando Nemo” e ao amigo de Lilo, Stitch, mas o seu carinho especial pelo Gênio é mesmo inegável, bem como o cuidado que tem com este trabalho, em suas duas vivências. “É claro que isso (de se tornar um personagem), para qualquer profissional da nossa área, é sensacional. Poder ter a chance de fazer um trabalho legal para a Disney, passar no cinema, na televisão, isso é claro que tem uma força danada na nossa carreira, projeta a gente bastante. Eu faço qualquer trabalho com muito cuidado, mas um trabalho para cinema, um trabalho de animação, voltado para as crianças, a gente tem um cuidado maior ainda, porque tem que pensar nas labiais, tem que ser engraçado, ser cativante, então isso é um negócio que, pra gente é um presente, poder fazer de novo esse trabalho como eu fiz, é um presente, de verdade!”.

Presença marcante na trilha sonora da história, Márcio solta a voz com segurança nas clássicas canções “A Noite Da Arábia”, “Nunca Teve Um Amigo Assim” e “Príncipe Ali”, e tudo porque além do trabalho como ator e dublador, ele é também músico e se aventura como cantor, tendo inclusive integrado uma banda e gravado um disco pela Som Livre, mas nada em que, nesses anos todos, tenha se empenhado profissionalmente. Outra curiosidade é o fato dele nunca ter participado de nenhuma produção teatral musical, embora apresente todos os pré-requisitos para isso, mas eis aí uma ideia que ele também não descarta. “Eu me divirto tocando violão, guitarra e cantando. Nos trabalhos que faço, aí sim, eu tento caprichar, mas não sou um cantor de teatro musical, eu sou um ator, um dublador que também canta. E eu até gosto de musicais, mas não acompanho de perto, nunca pensei em fazer um… Mas quem sabe, se algum dia tiver uma proposta, pode ser que eu me interesse, eu vou sim”, finaliza.

E o ator, cantor, dublador e músico, dividido em outras mil facetas de tantos personagens, tem um recado especial pra você, que sonha em entrar para o mágico mundo da dublagem, aperte o play e confira!

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Entrevista: Conheça Lara Suleiman, a voz da princesa Jasmine no live-action “Aladdin”

Recém estreado nos cinemas, a versão live-action de “Aladdin” vem sendo um dos assuntos mais comentados do momento, bem como os nomes por trás das vozes de cada icônico personagem que, desde 1992, quando a animação foi lançada, vem marcando diversas gerações.
Também não é de hoje que a Disney aposta em nomes do teatro musical para suas superproduções e com essa união, os papéis passam a ganhar mais que voz, ganham também rosto. Foi assim com a atriz Kiara Sasso em “A Pequena Sereia”, com Kacau Gomes em “Mulan” e “A Princesa e o Sapo”, com Any Gabrielly e Saulo Vasconcelos em “Moana”, Giulia Nadruz, Nando Pradho, Alírio Netto, Ivan Parente e Rodrigo Miallaret em “A Bela e a Fera”, Leandro Luna e Adriana Quadros em “Viva – A Vida é Uma Festa” – que também contou com Pradho -, Bruna Guerin, Thiago Machado e Andrezza Massei em “O Retorno de Mary Poppins” e mais recentemente com a jovem e talentosa atriz Lara Suleiman, a potente voz da princesa Jasmine no longa que lidera o ranking de bilheteria do Brasil, superando “Os Vingadores”.

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Lara Suleiman | Foto: Caio Gallucci

Com apenas 20 anos, a atriz e cantora que divide o holofote da vez com Daniel Garcia, mais conhecido como Gloria Groove, no papel-título, driblou bem os nãos recebidos nas audições de “O Menino Maluquinho” e “Wicked” antes de conquistar seu espaço nos musicais. Seu primeiro grande sim veio com “Les Misérables”, onde foi cover de Éponine, papel dos sonhos – já realizado – de Lara. De lá para cá engatou um projeto no outro e entre produções Broadway, Off-Broadway e originais, pôde ser vista também em “A Noviça Rebelde”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte” e “Tick, Tick… Boom”, conquistas que vieram como resultado de muito empenho e dedicação ao estudar canto, dança e teatro musical em diversas escolas dentro e fora do país há mais de 10 anos. “Eu sempre gostei muito de ir ao teatro, cantar no chuveiro, pela casa, até que minha mãe percebeu e perguntou se eu não gostaria de fazer um curso de teatro musical. Meu primeiro foi no Teen Broadway, depois fiz canto com vários professores e me apaixonei pela técnica do Douglas Tholedo, foi a que melhor me adaptei”, conta a jovem, que tem ainda o maestro Marconi Araújo como coaching.

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Lara Suleiman como Éponine em “Les Misérables” | Foto: Reprodução IG

Em entrevista exclusiva ao B!, Lara contou detalhes do processo vivido para ser escolhida como Jasmine, interpretada por Naomi Scott. Estreante na dublagem, atendeu um telefonema e compareceu a um teste sem fazer a menor ideia do que a esperava, tendo como base apenas um curso de dois finais de semana ministrado por Claudio Galvan, outro nome bastante conhecido do teatro musical – com quem a artista dividiu o palco em “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte” -, mas principalmente uma grande referência na arte de dar voz a icônicos personagens como, Pato Donald, Ursinho Pooh, entre outros.

Quando cheguei lá e soube que faria uma audição de diálogo e de canto para o filme surtei. Por dentro estava surtando, mas por fora estava agradecendo e mantendo o profissionalismo (risos). Me lembro que não estava com a voz aquecida, mas me tranquilizei pensando que a música seria “Um Mundo Ideal”. Para a minha surpresa eles chegaram com a música “Ninguém me Cala – Parte 2”, que é um pé na porta, extremamente aguda, extremamente forte, acho inclusive que tem que estar um pouco preparada psicologicamente para cantar ela, mas eu tive que aprender na hora e fazer. Eu fiquei muito nervosa porque não tinha experiência alguma. Lembro que saí de lá e minha mãe perguntou se eu tinha ido bem, eu disse que achava que não, e então ela me perguntou se tinha me divertido fazendo, e minha resposta foi sim, muito, me senti grata só por ter feito a audição, pois é muito difícil entrar para a dublagem, já era uma benção pra mim, relembra Lara, que enfrentou depois mais três fases até conquistar o papel.

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Naomi Scott como Jasmine, dublada por Lara Suleiman | Foto: Divulgação/Disney

A resposta da aprovação promoveu uma grande celebração em família, e, por confidencialidade contratual, Lara dividiu a novidade apenas com os pais. No entanto, junto com este segredo veio o peso da responsabilidade por dar vida a uma das mais famosas princesas da Disney. Na hora que soube fiquei muito feliz, mas depois me bateu o desespero, bateu nervosismo, porque eu sei da importância do filme, sei da importância dessa princesa e da mensagem que ela está passando, foi meu primeiro trabalho na área e não queria fazer nada de errado, queria passar a mensagem clara e ser perfeitinha, conta, confessando ainda que, mesmo já tendo assistido ao filme algumas vezes e sabendo que nada mais pode ser mudado, sente frio na barriga ao se questionar se cumpriu bem a missão que lhe foi confiada.

Quando perguntada sobre os desafios deste trabalho, que para ela pouco se assemelha ao desempenhado nos palcos, ela diz: É diferente de teatro musical, pois não é só ler o roteiro, cantar e colocar suas emoções na música. Você pode colocar um pouco de você em tudo, conhecer a história, mas precisa acompanhar cada movimento, entender o que a personagem está passando ou fazendo, transparecer suas emoções, olhar para o rosto dela e cantar do jeito que ela está cantando, sincronizando certinho a fala com a boca, enfim… Enfrentei muitos desafios, mas apesar das dificuldades, todos da TV Group me ajudaram muito, foram um amor comigo, muito pacientes e carinhosos me permitindo fazer e refazer até acertar. Como começamos a gravar com bastante antecedência, pudemos deixar tudo bem bonito antes de ir para o cinema. Foi como um workshop, eles foram explicando e eu fui aprendendo enquanto trabalhava, detalha.

Nesta nova versão, mais moderna, a filha do Sultão surge com ainda mais personalidade e suas atitudes ganharam uma canção inédita, “Ninguém me Cala” (Speechless), que faz jus ao empoderamento feminino que defende e que vem fazendo um enorme sucesso na voz de Lara. Acho muito importante, principalmente por ser dublado, a gente representar isso muito bem, porque muitas crianças estão assistindo e é importante para elas receberem uma mensagem dessa desde cedo. Desde as audições, me avisavam que a Jasmine estava muito mais empoderada, com os dois pés na porta, então foi onde me peguei desde o começo para tudo. Fico muito feliz que as pessoas estejam gostando, comemora. 

Ouça a música:

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Fã assumida da energia que envolve o mágico universo criado por Walt Disney, a artista que traz no sangue uma descendência árabe e se sente conectada de várias formas com este momento profissional, enxerga nele também muita realização pessoal, seja ao relembrar momentos em família, regados à muita música e ‘noites da arábia’, ou ao confessar ter se emocionado enquanto gravava a clássica canção “Um Mundo Ideal”, que marcou sua infância. Confesso que chorei quando fui gravar, fiquei emocionada de verdade. Quando eles passaram a cena pela primeira vez para eu assistir não acreditava que estava gravando um dos meus VHS’s preferidos, junto de ‘A Bela e a Fera’ e ‘O Rei Leão’. Foi um sonho, eu não sei nem dizer, só sei que é muito gratificante”.

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Ouça a trilha sonora do live-action de Aladdin em português

Na véspera da estreia do live-actio nos cinemas, a Disney liberou também a trilha do filme, estrelado por Mena Massoud e Will Smith, dublados na versão brasileira por Daniel Garcia, mais conhecido pelo seu alter ego artístico Gloria Groove,  e por Márcio Simões, dublador original do Gênio no Brasil.

Já a princesa Jasmine, papel de Naomi Scott será dublada por Lara Suleiman, atriz que pôde ser vista como cover de Eponine na mais recente montagem de “Les Misérables” e que integrou o elenco de outras produções como “A Noviça Rebelde”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte” e “Tick Tick… Boom”.

Para mais canções da versão em português acesse aqui.

Veja a lista de dubladores do live-action de Aladdin

A trilha conta ainda com um bônus. A faixa “Um Mundo Ideal”, versão nacional de “A Whole New World” ganhou uma adaptação cantada pelo trio Melim.

Saiba quem são as vozes por trás da dublagem do live-action de “Aladdin”

Após a divulgação de teasers, trailers, pôsteres e fotos ao longo dos últimos meses, novos mistérios em torno do live-action de “Aladdin”, que chega aos cinemas nesta quinta, 23, foram desvendados. A Disney lançou a trilha sonora em português e com ela o elenco escolhido para dublar os icônicos personagens de Agrabah na versão cinematográfica e musical dirigida por Guy Ritchie, com roteiro de John August, composições de Alan Menken (A Bela e a Fera e A Pequena Sereia) e letras de Howard Ashman e Tim Rice (O Rei Leão).

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Aladdin e Jasmine com vozes de Daniel Garcia e Lara Suleiman | Foto: Divulgação/Disney

A voz por trás do papel-título, estrelado por Mena Massoud, já havia sido revelada, trata-se de Daniel Garcia, veterano na arte da dublagem, mas principalmente conhecido na música, como a dragqueen e cantora Glória Groove. Já a princesa Jasmine, papel de Naomi Scott será dublada por Lara Suleiman, atriz que pôde ser vista como cover de Eponine na mais recente montagem de “Les Misérables” e que integrou o elenco de outras produções como “A Noviça Rebelde”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte” e “Tick Tick… Boom”. Já o Gênio da Lâmpada terá mais uma vez a voz marcante de Márcio Simões, que revive 27 anos depois o papel agora interpretado por Will Smith. Sem relações com o universo do teatro musical, o dublador é conhecido por emprestar a voz a diversos personagens do rapper e vai mexer com o saudosismo dos fãs que não se esqueceram do ‘amigo azul’ eternizado por Robin Williams.

CONHEÇA LARA SULEIMAN, A VOZ DE JASMINE

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O Gênio da Lâmpada de Robin Williams e de Will Smith dublados por Márcio Simões.

CONHEÇA MÁRCIO SIMÕES, A VOZ DO GÊNIO DAS DUAS VERSÕES DE “ALADDIN”

Ainda no elenco principal, Rodrigo Miallaret, atualmente em “O Fantasma da Ópera”, dá vida ao Sultão, papel de Navid Negahban, mas essa não é a primeira vez que o ator é escalado como pai de uma princesa, antes de Jasmine, ele dublou Maurice, pai de Bela no live-action “A Bela e a Fera”, e interpretou a canção “Cores dos Momentos: Caixinha de Música”, composta especialmente para a trilha. Outros nomes conhecidos do teatro musical entoam vozes no coro das famosas canções.

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Sultão e Jasmine com vozes de Rodrigo Miallaret e Lara Suleiman | Foto: Divulgação/Disney

Mais dublagens…

Há muitos anos a Disney escolhe vozes marcantes dos palcos para dar vida aos seus personagens, da série “princesas” uma das primeiras foi a atriz e cantora Kiara Sasso, que redublou “A Pequena Sereia” em 1997 e até hoje é lembrada pelas canções de Ariel, especialmente “Parte do seu Mundo”. Outro nome que fez história foi Kacau Gomes, que deu voz à Tiana, de “A Princesa e o Sapo” – e também Mulan, que mesmo sem laços com a realeza é considerada a 8ª princesa da Disney, e mais recentemente foi a vez de Giulia Nadruz emprestar seu talento à Bela na versão live-action de “A Bela e a Fera”, em 2017.