Miguel Briamonte recebe Beto Sargentelli em segunda noite do “Briamonte convida…”

Os encontros musicais da série de shows “Briamonte convida…”, comandados pelo anfitrião Miguel Briamonte, maestro, pianista e diretor musical, atualmente à frente da montagem de “O Fantasma da Ópera”, onde assume também a batuta da regência, vem preenchendo a agenda do intimista Raiz Bar, localizado no subterrâneo do restaurante Jacarandá, em Pinheiros.

Produzido pela LAB Cultural, a estreia aconteceu no último dia 14 e realiza na próxima terça, 28, a segunda noite de boas histórias contadas e cantadas dessa vez pelo ator e cantor Beto Sargentelli, atualmente em cartaz no Teatro Alfa com o musical “Billy Elliot”, no papel do irmão mais velho do jovem bailarino.

Diferente da primeira convidada, Andrezza Massei, amiga de quase duas décadas de Miguel e parceira de alguns trabalhos, a dupla da vez, que já se encontrou diversas vezes em testes e audições, só teve oportunidade de trabalhar junto no musical “2 Filhos de Francisco”, produção nacional da T4F Musicais onde Briamonte foi responsável pela direção musical e Sargentelli por dar vida ao protagonista, Zezé Di Camargo, mas a admiração profissional cultivada há anos estreitou os laços pessoais, gerando um resultado que poderá ser visto ao vivo, em um show quase particular.

“Sempre tive uma admiração muito grande pelo profissional que ele é, pela pluralidade no que faz. Me lembro de ficar bem atento ao trabalho dele com o Edson Cordeiro, que acho um grande cantor, foi uma coisa que me chamou a atenção na época e quando relacionei que o Miguel Briamonte, diretor musical e regente de grandes musicais dos quais havia audicionado, como o Mamma Mia, ou mesmo assistido, era o responsável por aquele trabalho, foi uma grande felicidade”, celebra Beto revelando a nascente do apreço ao B!.

Briamonte e Beto

Conhecido por seus arranjos exclusivos e cheios de personalidade, Miguel também encantou Beto por ter conseguido dar uma nova cara para as canções icônicas da dupla sertaneja do musical originado da cinebiografia homônima. “Jamais esquecerei de como foi nosso processo, algo muito especial. Ele arranjou e rearranjou muitas músicas, compôs algumas para aquele espetáculo que já era tão emblemático e brasileiro. A poesia com que ele conduziu os clássicos foi genial, os arranjos dele foram elogiadíssimos e foi muito gostoso fazer parte disso, tê-lo finalmente em minha carreira e trajetória”, relembra.

Miguel também não poupa elogios ao ator e cantor que chega ao 12º musical On e Off Broadway em sua carreira, e assim como ele, destaca o processo de criação vivido em 2017. Nosso primeiro trabalho foi em ‘2 Filhos de Francisco’ e foi uma delícia trabalhar com ele, que é muito generoso, um artista que responde bem ao processo criativo e que criou um Zezé di Camargo incrível, mas que também já vi fazendo coisas completamente diferentes tão bem quanto. Ele é muito versátil, super aberto e um cantor com uma voz linda e um controle muito grande sobre ela, podendo ir de A a Z – o que favorece nosso processo de descobrir as músicas, fazer do nosso jeito e colocar a nossa assinatura no show”, garante Briamonte.

Afinados e alinhados, eles estão debruçados sobre um repertório eclético, seguindo a linha proposta pelo projeto e que valoriza não só o conhecido lado A como também o lado B de cada convidado, transformando cada oportunidade de encontro em única, onde as canções podem ser uma caixinha de surpresas para o público, assim como os porquês de suas escolhas, revelados no roteiro. “A proposta do nosso repertório é muito legal porque vai além das coisas que a gente busca, da minha trajetória e da dele em comum, vamos também tocar em elementos novos, buscar coisas novas que eu goste ou que ninguém saiba, ou que fizeram parte da minha história e não conheçam. Fizemos algumas escolhas muito gostosas. Claro que a gente vai ter “The Last 5 Years”, Queen, 2 Filhos de Francisco, só não vou dizer quais rs, e teremos aí algumas coisas da MPB que ninguém imagina, que é a grande surpresa. Só indo pra ver, ou melhor, ouvir”, conta.

SERVIÇO:

DIREÇÃO MUSICAL, ROTEIRO e PIANO: MIGUEL BRIAMONTE
CONVIDADA ESPECIAL: BETO SARGENTELLI
PRODUÇÃO: LAB CULTURAL

Onde: Raiz Bar
Rua Alves Guimarães 153 – Pinheiros – São Paulo
Quando: 28 de maio | 21h
Quanto: R$ 55,00* (+ R$ 5,00 taxa) 1º Lote
*O valor do ingresso dá direito a entrada para o show
Vendas: Sympla

Um musical para… Mateus Ribeiro

 

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Foto:

Mateus Ribeiro se viu desperto para os palcos ainda criança, mais precisamente aos 10 anos, quando começou a estudar teatro em Fortaleza, sua cidade natal. Aos 14 se mudou para Brasília, de onde já surgiram também outros grandes talentos, para se dedicar aos musicais de uma forma mais ampla e em diversos estilos.

Conhecido há alguns anos por sua famosa mobilidade e flexibilidade (constatada em 2018), estudou diversos tipos de dança como sapateado, jazz e hip hop e, para se tornar de fato completo para o gênero, investiu no canto e também na interpretação.

Dentre os trabalhos de Mateus, estão “Crazy For You”, “Chacrinha – O Musical” – onde se dividiu entre vários personagens reais, “O Primeiro Musical a Gente Nunca Esquece”, “Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos”, “Meu Amigo Charlie Brown”, que lhe rendeu uma indicação a Melhor Ator Coadjuvante pelo seu Lino, no Prêmio Bibi Ferreira, “2 Filhos de Francisco”, “Vamp”, “60 DOC – Década de Arromba” e o mais recente, “Peter Pan – O Musical da Broadway”, no papel título que consagrou a ele e as suas habilidades na ginástica olímpica – esporte a qual se dedicou por anos unicamente com o intuito de se preparar para este papel, caso um dia chegasse ao país. Sua acertada performance lhe rendeu dois troféus de Melhor Ator, um no Prêmio Reverência e o outro no Prêmio Destaque Imprensa Digital, além de várias indicações após uma temporada de sucesso em São Paulo.

Emendando um projeto no outro, Mateus, que devido a problemas técnicos e de inconsistência na produção se desligou recentemente da primeira temporada de “Bare: Na Pele“, produzido pela 4ACT, poderá ser visto a partir da próxima semana no musical original “Meu Destino é Ser Star – Ao som de Lulu Santos“, que chega ao Teatro Riachuelo Rio, e prorrogando sua estadia na cidade maravilhosa, ele retorna à Terra do Nunca em maio, para uma temporada de “Peter Pan” até junho, na Cidade das Artes.
Até lá, Mateus está no Bate-Bola do B! e em todas as bancas e livrarias, no recheio da atual revista Forbes Brasil, edição 64, onde integra a lista #Under30, estando entre os 90 jovens talentos brasileiros mais bem sucedidos em suas áreas antes dos 30 anos. Orgulho não?


Um musical: Peter Pan
Um musical para se sentir feliz: A Fantástica Fábrica de Chocolates (Só saí uma vez do país e foi a trabalho. Nessa viajem fui a Londres e tive a oportunidade de ver esse espetáculo. Eu adoro o filme e foi incrível ver no palco!)
Um musical para se sentir triste: Quase Normal
Um musical para sair pensando: Memphis (Sou apaixonado por esse musical! Pra mim tudo nele funciona de uma forma incrível).
Um musical para sair chorando: Bare – Na Pele
Um musical para sair dançando: Cantando na Chuva (Eu amo sapateado, e esse é um clássico né? Sempre fico empolgado quando vejo)
Um musical para dar boas risadas: The Book of Mormon
Um musical para dar boas bocejadas: Cats
Um musical para cantarolar junto: Mamma Mia (Abba é só amor. Cara, não sei quem lembra, mas ha vários anos existiu uma banda chamada A*Teens, que era tipo cover jovem do Abba. Passava os trailers deles na FoxKids, um canal de TV fechada que não existe mais, e eu era aficionado neles. Meu pai viu e me contou que o que eles estavam cantando era Abba, e aí me apaixonei. Rs)
Um musical para amar a trilha inteira: American Idiot (Green Day fez parte da minha juventude)
Um musical para amar somente uma música: Vou ficar devendo esse, não me vem nenhum na mente, mas com certeza deve ter algum que já assisti que se encaixe. Rs.
Um musical para vidrar os olhos nos detalhes: 7 O Musical (Um dos musicais brasileiros que eu mais gostei até hoje. Queria muito rever hoje em dia, para saber que visão eu teria tantos anos depois)
Um musical para vidrar os olhos nos atores: Dear Evan Hansen (Musical pra bons atores)
Um musical para querer assistir sempre: Sweeney Todd (Me julguem, mas eu amo muito! Amo coisas mais Darks. Amo Johnny Depp, que deu vida ao Sweeney no filme e amo o Tim Burton, então não existia a possibilidade de não amar esse)
Um musical para querer assistir só uma vez: Fantasma da Ópera (Eu achei lindo, mas não é um espetáculo que me da vontade de ver mais vezes. Acredito que a partir da segunda vez, eu já acharia cansativo. Mas isso é uma questão de gosto e da personalidade de cada um).
Um musical para estrear no Brasil: Bob Esponja(Como esse é meio obvio né kkk vou falar também Aladdin. É um clássico da minha infância e que acho que daria super certo aqui).
Um musical para voltar ao Brasil: In The Heights (Só porque eu amo e queria fazer rs. Eu passei pro papel do Sonny quando veio pro Brasil, porém o projeto demorou a acontecer e quando rolou eu estava no meio da temporada do Crazy For You).
Um musical para homenagear um ícone da música: Ney Matogrosso. (Ícone né?)
Um musical para homenagear uma personalidade: Dandara, mulher do Zumbi dos Palmares. (Seria uma ótima oportunidade de colocar uma mulher negra protagonizando uma boa historia.
Um musical para querer ver no cinema: Wicked (Já pensou? Está pra sair ha anos e nada!).
Um musical do cinema para querer ver no palco: Moulin Rouge
Um musical para recomendar a alguém: Lembro todo dia de você e Suassuna – O Auto do Reino do Sol. (Sim, burlei as regras e falei dois mesmo pra valorizar nossos musicais autorais brasileiros. Dois espetáculos completamente diferentes, porém ambos incríveis).
Um musical para não recomendar a ninguém: Hair (O filme – Eu dormi todas as vezes que tentei assistir. Já a versão que montaram no Brasil eu fui cinco vezes, sendo três no mesmo final de semana)
Um musical para te descrever: Billy Elliot (Acho que eu seria uma colagem de alguns. Mas esse é um espetáculo que sempre me identifiquei e que até hoje mexe muito comigo)
Um musical para reviver: Na Pele (Bare). Infelizmente fizemos uma temporada bem pequena e com poucos recursos, então ainda sonho em reviver o Peter outra vez.
Um musical para sonhar fazer: Despertar da Primavera