“Jesus Cristo Superstar” chega à São Paulo

Estreia nessa sexta, 14, em São Paulo, a primeira produção da Time For Fun no teatro do Complexo Ohtake Cultural, a empresa que assumiu a gestão do local ao final de 2013, abre essa parceria com um dos espetáculos musicais mais aguardados do ano, o clássico “Jesus Cristo Superstar.

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O espetáculo, que inovou ao surgir no início dos anos 70 em formato de ópera-rock, é uma obra de Andrew Lloyd Webber, com letras compostas por Tim Rice, e entrou para a história num momento em que o estilo musical “Rock N’ Roll” ganhava forças.
Tendo Israel como cenário, o palco, que se transforma na Galileia do ano 33, mostra os últimos dias de Jesus Cristo, e retrata as diferenças conflitantes, políticas e pessoais, entre Judas e Ele, além de traçar em paralelo uma história avessa de amor e de luta.

2014.03.10 - Coletiva Jesus Cristo Super Star54-2

Em cena, 28 nomes que vão encarar o desafio de levar ao palco uma das obras mais polêmicas da história do cinema e do teatro musical. Igor Rickli (Jesus Cristo), Negra Li (Maria Madalena), Alírio Netto (Judas), Fred Silveira (Pilatos), Wellington Nogueira (Herodes), Rogério Guedes (Caifás) e Julio Mancini (Anás) centralizam a história, que ganha o reforço especial do ensemble composto por Beto Sargentelli (Simão O Zelote), Beto Sorolli (Tiago Maior), Cadu Batanero (Pedro), Daniel Caldini (Sacerdote, Guarda, Discípulo), Felipe Guadanucci (André), Fernando Lourenção (Tiago Maior), Gabriel Camilo (Filipe), Jhafiny Lima (Isabel), Marcelo Vasquez (SacerdoteGuarda, Discípulo), Marisol Marcondes (Marta), Murilo Armacollo (Bartolomeu), Nathália Mancinelli (Ruth), Olivia Branco (Joana), Paula Miessa (Susanna), Philipe Azevedo (Tomé), Renato Bellini (Tadeu), Sandro Conte (João), Tathi Abra (Maria Salomé), Thiago Lemmos (Sacerdote, Mateus), Tino Zanni (Tiago Menor) e Alessandra Dimitriou (Ester).

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Durante a coletiva de imprensa, que aconteceu na tarde de ontem, 10, o diretor Jorge Takla , que é católico, falou sobre a história do musical, e as questões polêmicas que o envolvem, até hoje dividindo opiniões.

“Essa obra foi composta e escrita como um oratório, em 1969, então ela não foi escrita para teatro, por isso que ela é tão enxuta e tão impecável em termos de dramaturgia, ela não tem diálogos inúteis, não tem nenhuma barriga, ela é musicalmente extremamente sólida e muito coerente no seu libreto e na sua dramaturgia.
Na época, ela foi considerada uma obra bem transgressora, e eu acho que toda grande obra de arte é transgressora, e essa foi essencialmente pela sua música. Claro, o tema é eterno, clássico, polemico sempre… Eu não estava lá, não sei como aconteceu, vocês também não estavam lá, então sempre haverá muitas versões sobre qual é realmente a versão deste Homem que existiu. Quem matou, quem não matou, quem torturou, quem não torturou, se ele era casado, se ele não era casado, enfim, nós não sabemos a verdade e estamos representando uma obra como ela é escrita; Mas o que nós sabemos, é que ela é uma ópera-rock que realmente mudou muito o conceito do teatro musical e é transgressora por sua música e pela atitude do autor diante da interpretação de todos esses personagens”.

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A diretora musical Vânia Pajares, complementa a explicação de Takla, ao mesmo tempo em que comenta sobre o processo de criação e desenvolvimento para compor a trilha do espetáculo.

“O aspecto é transgressor e jovem, ou seja, vamos inovar, colocar uma outra linguagem. É uma coisa muito semelhante à ópera… Quando ela surgiu, na renascença, tudo era música sacra e ela surgiu como uma quebra de padrão, como uma inovação, uma maneira de expressar emoções exacerbadas, e igualmente o Rock N’ Roll. Cada um em sua época representam duas linguagens transgressoras, jovens, inovadoras para quebrar padrões, ambos expressam todas as emoções humanas de uma maneira exacerbada, da maneira que eu gosto. Eu sempre trabalhei com opera e Rock N’ Roll ao mesmo tempo, e agora tive essa honra e essa oportunidade de juntar as duas coisas no mesmo estilo.

…É um prazer fazer essa música. Esse musical é extremamente difícil, a música é extremamente densa, a execução é complicada, do ponto de vista vocal todas as partituras são extremas, tanto para o agudo quanto para o grave, o nível técnico de cada cantor, seja solista ou ensemble, é extremo, todo mundo tem que cantar muito, e todo mundo tem que tocar muito, não tem meio termo, e é por isso que eu gosto de ópera e de rock, porque não tem meio termo, ou você toca de verdade ou você canta de verdade, ou não tem jeito. Com respeito a todas as outras vertentes musicais, rock e opera são os extremos da técnica, da expressão e da musica”. 

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A grande produção que fica em cartaz em São Paulo de 14 de março à 08 de junho – e não viajará em turnê, está sob a direção artística de Jorge Takla, responsável também por assinar a cenografia ao lado de Paulo Correa, direção musical de Vânia Pajares, coreografias de Anselmo Zolla, versão brasileira de Bianca Tadini e Luciano Andrey, figurinos de Mira Haar, designer de sol de Fernando Fortes, designer de luz de Ney Bonfante e visagismo de Duda Molinos.

Nossa idéia nesse espetáculo era criar uma linguagem pessoal e autoral, essa peça foi montada e criada numa época que foi marcada por uma estética hippie, flores, paz, amor, mulheres peladas… era tudo muito excessivo e poluído, e nós tentamos fazer um espetáculo extremamente ‘clean’, extremamente despojado, elegante e baseado no trabalho do ator, no trabalho do elenco. É um grande ensemble de 28 atores, e o espetáculo é baseado na energia deles. Não tem efeitos especiais, nem pirotécnica, mas tem um belíssimo cenário, muitos figurinos e muita gente dando o sangue”, finaliza Jorge Takla.

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5 comentários em ““Jesus Cristo Superstar” chega à São Paulo

  1. Jamais esquecerei o que vi e vivi nesse musical. Maravilhoso! Tive a oportunidade de conferir duas vezes e foram as duas vezes mais inesquecíveis da minha vida de amar musicais. Foi incrível! Ficava paralisada o musical todo com tamanho encanto e envolvimento! Foi incrível ainda mais poder ter visto meu ídolo, Alirio Netto, arrebentando em seu papel como Judas Iscariotes! Mas o mais incrível é que não existia um meio termo: todos que subiam naquele palco eram absurdamente talentosos. Cada um! Pena que ficou pouco tempo, se não com certeza eu teria o prazer de ver tantas e tantas vezes mais! Parabéns a toda a produção, elenco e envolvidos! Sensacional! E parabéns B! por essa matéria! Vocês arrasam sempre!

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