Cássia Raquel, a revelação dos palcos cariocas

A Broadway é Aqui! entrevistou Cássia Raquel, uma das principais revelações dos palcos cariocas. A jovem, que já participou do programa “Ídolos”, do recente musical “Hair”, assinado por Möeller e Botelho, está em cartaz no Rio de Janeiro no espetáculo Milton Nascimento – Nada será como antes”  também da mesma talentosa dupla. Ela nos conta detalhes de sua jornada e seus planos para o futuro.

Cantar é sinônimo de vida plena para Cássia Raquel.  Começou cantando na igreja de seus pais e hoje encanta o público brasileiro nos palcos de musicais. Desistiu da carreira de Pedagogia para encarar um novo vestibular. Em 2010 ingressou na UFRJ e foi uma das 9 aprovadas para Bacharelado em Canto. Está em estúdio gravando seu primeiro cd, com canções próprias, além de mostrar seu talento para arranjadora vocal.  Nas férias do musical “Milton Nascimento – Nada será como antes”, aproveitou para exercer solidariedade e junto com o grupo Cantareiros, canta em asilos, abrigos levando paz as pessoas carentes. Além disso, se diverte no tradicional chá da tarde da Casa de Cultura Julieta de Serpa, cantando canções de Natal com uma nova roupagem. Quando dizem que “quem canta seus males espanta”, Cássia leva a sério, louvando inclusive em funerais, para amenizar a dor de quem perdeu um ente querido. Recentemente, perdeu seu pai e o homenageia em seu álbum logo na primeira faixa com uma canção da autoria dele e na última se despedindo.

cantareiros 2012
Cássia Raquel (no centro) ao lado de seus amigos de equipe dos “Cantareiros”

ídolos 2008

B!: Você participou do programa “Ídolos” no Brasil. Como chegou até lá e que você tirou dessa experiência? Como ela colaborou para a sua carreira?

Tudo  que teve progresso na minha vida, eu fiz em silêncio. Às vezes, na empolgação, a gente comenta nossas ideias para as pessoas (sem maldade) e a inveja entra e atrapalha. No Ídolos  foi assim: só contei pra galera que havia sido aprovada, quando minha audição foi ao ar! Os únicos que sabiam eram a minha família, pois eles me estruturam em oração me fazendo avançar.

Valeu a pena pois até hoje as pessoas me reconhecem e me perguntam por onde ando! Já tive fãs que saíram de Salvador pra me assistir no Rio. Achei isso o máximo. Jamais teria tido condições de me promover como foi no programa. Mas a experiência deve ser única: Não volto para programas do gênero.

B!Você já tinha interesse por musicais ou o gênero chegou de surpresa na sua vida? Cite algum (ou alguns) que seja o seu predileto.
 

Simplesmente aconteceu… Li que tinham aberto inscrições para o Hair e resolvi tentar!  Eu não tinha preparo para dança e interpretação, mas encarei e deu certo. Amo poder estar no palco pois me possibilita ser quem não sou. Me vestir de forma totalmente diferente de como saio na rua. Viver outra vida! Sempre gostei de dançar e posso misturar todas estas artes num lugar só.  É unir o útil ao mais que agradável.

hair 1B!: A sua primeira participação em um musical foi na recente versão de “Hair”, de Möeller e Botelho. Nos conte um pouco sobre essa experiência, qual era a sua participação no espetáculo e qual foi a emoção de trabalhar com a dupla que praticamente se tornou uma “grife” no teatro musical brasileiro.
 

Nossa foi incrível! Fiz um “intensivão” de teatro. Valeu por uma faculdade. Aprendi muito e vou carregar esta bagagem pra vida toda. Fizemos duas semanas de workshop, o que fez grande diferença na forma que eu entrei e do jeito que saí. Na temporada paulista tive uma participação maior, com mais solos e fui cover de Dione. Antes só havia feito musicais amadores ou as cantatas de natal nas igrejas. 

B!:Hoje você está em cartaz no musical “Milton Nascimento – Nada será como antes”. Conte para nós como foi convidada para participar do elenco e qual a emoção de reviver nos palcos canções de um dos maiores nomes da música brasileira.
 

Puxa… Foi Deus que abriu esta porta pra mim. Eu canto as minhas próprias experiências! Milton escreveu o que eu vivi. Coincidência ou não, os meus solos descreveram o que eu estava passando durante os ensaios. Assim eu pude interpretar com toda minha alma. Tinha medo de fazer uma cópia ruim dos sucessos ou ficar parecendo um karaokê. Mas mergulhei fundo neste universo e consegui colocar minha cara nas canções. 

trem azul
Cássia Raquel em “Milton Nascimento – Nada será como antes”


B!:Você, sendo evangélica, aprecia bastante músicos do universo gospel. Poderia citar quais são suas maiores inspirações nesse meio? 

As músicas mais antigas me inspiram mais do que as atuais pela unção que é maior e as vozes mais agradáveis. Prefiro também pela linguagem que é mais simples, que não só quem é evangélico consegue entender. Prezo por isto no meu cd, independente se a canção for de adoração, ou mais romântica, ou que comente alguma situação que eu passei; quem não é do mesmo meio pode se identificar também;

Desde pequena até hoje canto as canções da Cristina Mel. “Ao amanhecer” chegou a ser minha música oficial (risos)! Cantei suas músicas também em meus 15 anos, em formaturas, e por aí vai… Gosto de cantar as da Marina de Oliveira, Trazendo a arca, Fernanda Brum, Sergio Lopes. Junto com a minha família gosto de interpretar as canções do Grupo Logus. Quando regia corais sempre incluía o repertório do Coral Renascença/Louvor sem fim.

Não gosto das músicas que são muito repetitivas, mas funcionam pra cantar com toda igreja. Dos que estão na moda, amo os cultos do Pr. André Valadão. O show ao vivo é uma benção.

B!: E na música secular, quem ocupa espaço no seu repertório?

Vichiiii… A lista é imensa: Bee Gees, The Carpenters, Roupa Nova, Jorge Vercilo,  Michael Jackson e Beyoncé não saem da minha prateleira! Mas se olhar no meu celular, vai encontrar de tudo: de Backstreet Boys a Michael Bolton, ou Chubby Checker a Mariah Carey; Eu posso estar ouvindo Fat Family e de repente saltar pra uma música de Elis. Tenho fases de ter overdose de Josh Groban e depois entrar em crise de Luis Miguel! Na verdade, aprecio boa música. Posso não conhecer a vida de um artista, mas conheço boa parte de seu repertório.

Não necessariamente gosto de todas, mas não me acho esquisita por ouvir Abba e depois Sarah Brightman. Não é porque sou musicista que tenho de ouvir música instrumental o tempo inteiro. Tem momentos que as músicas de Alexandre Pires embalam, tem outros que prefiro o som de Zé Ramalho. Se eu estiver a fim de dançar, colocarei Shakira no ultimo volume, quando o trânsito está ruim, ponho Marisa Monte pra relaxar.
 

B!: Quais são seus planos para o futuro? Pretende lançar algum disco, fazer carreira solo, continuar a trabalhar com musicais?

A Deus pertence. Cuido do meu presente pois o resto será consequência das minha ações de hoje!

 B! Deixe uma mensagem para os aspirantes e jovens músicos, atores e cantores que estão começando a trilhar essa estrada.

 
Se entregue de alma e coração para seus sonhos… Não desistam no primeiro não e estudem para se aperfeiçoar. Nunca pageui uma aula de música na minha vida mas saía duas horas antes pra chegar nas escolas. Vale a pena cada esforço. Escute a sua família pois eles são verdadeiramente os seus amigos.

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