
Uma nova montagem de “The Last Five Years” acaba de reunir dois dos nomes mais associados à atual geração do teatro musical: Rachel Zegler e Ben Platt. O projeto, desenvolvido em formato próximo a um concerto encenado, terá apresentações especiais nos Estados Unidos nos próximos meses, em temporada limitada, com sessões em espaços voltados a concertos e montagens especiais, e ingressos disponibilizados pelas plataformas das casas envolvidas. Informações detalhadas sobre datas, cidades e vendas são divulgadas pelos canais da produção e dos teatros. Em celebração aos 25 anos do musical, o próprio autor Jason Robert Brown retorna ao West End para dirigir a obra e também assume a regência da orquestra em cena, reforçando o caráter especial desta nova leitura sobre amor, desilusão e a passagem do tempo.
Criado em 2001, o musical, que também ganhou uma adaptação cinematográfica em 2014, acompanha o relacionamento entre Cathy e Jamie a partir de uma estrutura não linear, em que os personagens percorrem a história em direções opostas no tempo. Ao longo dos anos, o título se consolidou como um dos mais cultuados do repertório contemporâneo, frequentemente revisitado em montagens que priorizam a interpretação e a força da partitura.
A escalação de Zegler e Platt reforça esse movimento. Ela, que ganhou projeção internacional ao protagonizar o remake de “West Side Story”, constrói uma trajetória que transita entre cinema, streaming e teatro musical, enquanto ele permanece diretamente associado ao impacto de “Dear Evan Hansen”, nos palcos e nas telas — papel que o consolidou como um dos principais intérpretes de sua geração. O encontro entre os dois aponta para uma abordagem mais enxuta, centrada no ator e na música, em linha com uma tendência recente de revisitar grandes títulos a partir de leituras mais intimistas.
No Brasil, The Last Five Years, conhecido por aqui como “Os Últimos 5 Anos”, também já ganhou uma versão que dialoga com esse mesmo princípio, protagonizada por Eline Porto e Beto Sargentelli, que apostou na proximidade com o público e na condução emocional da narrativa. Colecionando indicações aos principais prêmios do gênero, a produção — que consagrou Sargentelli como Melhor Ator no Prêmio Bibi Ferreira — teve três temporadas (2018, 2019 e 2023), em São Paulo, e contou com direção de João Fonseca, direção musical de Thiago Gimenes e direção de movimento de Keila Bueno.


