Especial DuB!agem: Ivan Parente

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Por Ivan Parente

“Dublar o Lumière no live-action de ‘A Bela e a Fera’ não foi uma tarefa fácil em vários níveis porque primeiro, eu nunca havia dublado na minha vida, segundo ele tem sotaque francês e terceiro, era o Ewan “fucking” McGregor, um dos maiores atores que eu conheço. Acho que o mais difícil de se conseguir nas dublagens é conseguir realizar, em algumas horas, as milhares de camadas que os atores originais podem fazer em meses. Não é apenas repetir o som do que estamos ouvindo na hora da dublagem. Precisamos dizer tudo aquilo na nossa língua. E as entonações precisam ser coerentes. Acho que esse foi o meu maior desafio. O diretor Rodrigo Andreatto e o Nandu Valverde foram muito pacientes e amorosos, me ensinaram tudo passo a passo pra que eu não me sentisse exposto ou travasse dentro do estúdio. Além disso tínhamos uma professora de francês que me ajudava com as expressões. Ou seja! Foi muito aprendizado em duas semanas de gravações. Eu amei! Não larguei mais!

Já o teste para fazer o Timão no “O Rei Leão”, que estreia dia 18 de julho nos cinemas, foi um desespero. Porque me chamaram pra dublar sem dizer o que era. Quando soltaram o vídeo eu comecei a chorar. Fiquei uns dez minutos me recuperando do que eu tinha visto. Era ‘Hakuna Matata’! Me concentrei, mandei minha voz e energia para que eu me divertisse e é claro, pegasse o papel. ‘O Rei Leão’ é o desenho mais importante dos anos 90 e “Hakuna Matata” é um hino, então, imagina o desespero de cantar esse hino que ficará eternizado nesse Live Action. Uma super responsabilidade. Eu só tenho que agradecer a todos os diretores que tornaram possível esse sonho. Tô louco pra ver o filme. Tem muitas surpresas, mas não posso contaaaar…”

 

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