“O Rei Leão”: Curiosidades sobre o novo live-action da Disney

A adaptação cinematográfica e cheia de realismo do clássico “O Rei Leão”, baseada na animação de 1994 e inspirada em partes na obra ‘Hamlet’, de Shakespeare, chega oficialmente aos cinemas nesta quinta, 18. Dirigida por Jon Favreau e com roteiro de Jeff Nathanson, a superprodução orçada em U$250 milhões é estrelada por Donald Glover, Beyoncé e grande elenco.

Assim como em “A Bela e a Fera” e “Aladdin“, o longa musical não é 100% igual a animação, mas certamente é o que apresenta menos mudanças na trama, que, apesar de ganhar ares mais “maduros”, se preocupa em manter os principais detalhes da história que fala de luta, lealdade, coragem, inveja, amor e amizade.

A cada novo live-action é possível identificar que os roteiros se empenham em dar espaço para temas atuais, a exemplo do protagonismo feminino, assim como os personagens podem ser vistos em versões mais humanizadas. Pensando em tantas atualizações, o B! selecionou alguns detalhes importantes para quem deseja ficar por dentro das novidades antes de conferir a superprodução musical da Disney.

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Personagens:

Os famosos animais da Savana estão todos presentes no filme, mas vale dizer que, no trio de hienas, duas mudaram de nome. Com exceção da líder Shenzi, Banzai e Ed passam a se chamar Kamari e Azizi. Outra novidade é que na versão live-action, os três falam – só não cantam. Mudanças também podem ser notadas em Scar, que perde um pouco do tom dramaticamente sarcástico dando lugar a uma vilania mais nua e crua, e em Sarabi e Nala, que ganham algumas novas linhas de diálogo e cenas de backstory.

Músicas: 

As principais canções compostas por Elton John, Tim Rice e Hans Zimmer estão na trilha, mas a ausência de “Relatório Matinal” é um fato. Apresentando diferentes versões e arranjos para antigas canções, elas acabam por se conectar à estética mais sóbria e menos lúdica do novo filme, a exemplo de “Se Preparem” – que chegou a ser apontada como uma das que ficariam de fora na trilha e ganha agora um tom mais “declamado”.

A versão live-action conta com duas inéditas, “Never Too Late”, escrita por John e Rice, e que é apresentada nos créditos do filme com o reforço de um coro africano, e “Spirit”, escrita por Ilya Salmanzadeh, Timothy McKenzie e a própria intérprete de Nala na versão original, Beyoncé.

Leia+: Beyoncé lança canção exclusiva para trilha de “O Rei Leão” e álbum inspirado no filme

A inédita “Spirit”:

Para quem assistir na versão dublada, a canção inédita de Beyoncé chamada “Spirit” leva o nome de “Sinta” e é cantada pela premiada atriz de musicais Andrezza Massei, conhecida de outros trabalhos na dublagem.
Na trama ela surge de forma incidental (uma música de cena ou de fundo – não necessariamente cantada pela personagem), em uma versão reduzida e diferente da já conhecida pela trilha sonora original do live-action ou pelo clipe lançado pela diva pop.

“Spirit”, considerada por muitos uma forte candidata na lista de indicações ao Oscar, soa como uma espécie de carta de amor à África, bem como as outras 13 faixas do disco “The Lion King: The Gift”, da Parkwood Entertainmen/Columbia Records, inspirado pelo sucesso da Disney que completa 25 anos desde o lançamento da animação, e resgata a essência do gênero musical misturando ritmos como R&B, pop, hip hop e Afro Beat.

“Circle Of Life” sem Rafiki:

Diferente da animação, a icônica canção “Circle of Life” (Ciclo Sem Fim), conhecida com Rafiki, ganha uma nova interpretação na versão dublada. O ator João Acaiabe é quem dá voz ao macaco guro, mas é a atriz e cantora Graça Cunha quem entoa o hino.

Leia+: Ouça a trilha sonora do live-action “O Rei Leão” em português

Vozes:

Na versão original, apenas o ator James Earl Jones, que dá voz à Mufasa, repete o papel vivido na animação há 25 anos. Todos os outros atores são novas escolhas dos Estúdios Disney. Já a versão dublada também optou por novas vozes e escalou um time de talentos multifacetados, que brilham em todo tipo de tela e palco.

Vale lembrar que, para os que tem apego por uma memória auditiva da infância, três dos principais dubladores da animação em português são falecidos: Paulo Flores (1944-2003) dublador de Mufasa, Jorgeh Ramos (1941-2014) dublador de Scar – e que também dublou o vilão Jafar na animação de Aladdin – e Pedro de Saint Germain, (1950-2019) dublador do Timão.

Do palco para as telas:

É cada vez mais comum encontrar atores de teatro musical que emprestem suas vozes a personagens no cinema, especialmente em longas dos Estúdios Disney. Neste é o caso de Ícaro Silva, o Simba (“Simbora – A História de Wilson Simonal”, “Elis – A Musical”, “Rock in Rio – O Musical”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”), Saulo Javan, o Mufasa (“O Fantasma da Ópera”), Graça Cunha, a Sarabi (“Hairspray”), Rodrigo Miallaret, o Scar (“O Fantasma da Ópera”, “A Bela e a Fera”, “Hairspray”, “We Will Rock You”, “Forever Young”, “Crazy For You”, “Mudança de Hábito”) e Ivan Parente, o Timão (“Les Misbérables”, “Alô, Dolly!”, “A Madrinha Embriagada”, “O Homem de La Mancha”).

Leia+: Live-action de “O Rei Leão” une vozes do teatro musical e da música na dublagem

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