Leandro Luna conta os detalhes de “Aparecida – Um Musical”

Leandro Luna é o protagonista de "Aparecida - Um Musical", de Walcyr Carrasco
Leandro Luna dá vida à homem cético que descobre na fé a chave para a cura de um câncer

Um espetáculo sobre fé, muito além da religiosidade. Assim acredita ser o protagonista de “Aparecida – Um Musical”, Leandro Luna. O espetáculo em cartaz no Teatro Bradesco de São Paulo marca a estreia do dramaturgo Walcyr Carrasco nos musicais e conta a história de Caio, um homem materialista e cético, que diante da dificuldade de um problema de saúde, acaba encontrando forças naquilo que não encontra explicação senão por meio de uma palavra: milagre. E o pano de fundo para a saga deste homem é a história da padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição de Aparecida, que anda em paralelo à dilema do casal protagonista.

A superprodução dirigida por Fernanda Chamma relembra fatos importantes em 300 anos de devoção à santa no país, entre eles os milagres creditados a sua figura e também os pontos baixos, como o atentado à imagem de Nossa Senhora na Basílica de Aparecida em 1978. Contudo, longe de ser apenas um relato pontual e histórico, a trama é centrada no que a fé pode proporcionar ao ser humano, provocando mudanças de atitude e comportamento.

Ao receber o convite para protagonizar o espetáculo, eu fiquei feliz de saber que a proposta não era uma peça sobre religiosidade. Ela não levanta bandeiras, fala sobre a fé individual e também conta a história de uma figura cultural da nossa própria história. Para quem vai assistir é engrandecedor tanto no sentido de aumentar o seu conhecimento próprio sobre o tema como também por valorizar o trabalho de uma forma global, por ser um espetáculo original” conta Leandro Luna,  que estrela a produção ao lado de Bruna Pazinato.

Leandro Luna e Bruna Pazinato vivem uma jornada de fé em "Aparecida - Um Musical"
Leandro Luna e Bruna Pazinato vivem uma jornada de fé em “Aparecida – Um Musical” | Foto: Adriano Dória/Divulgação

O musical chama atenção por seus números, que incluem 20 canções originais compostas por Carloz Bauzys e cantadas pelo elenco formado por 33 atores no elenco. Leandro vive o personagem Caio, um homem que descobre um tumor no cérebro e começa a perder a visão como efeito colateral do tratamento por radioterapia. Ao seu lado está a esposa, Clara, vivida por Bruna Pazinato, que tenta convencê-lo a se apegar a fé para solucionar seu problema. Curiosamente, Walcyr Carrasco partiu de um relato real para criar a narrativa desenvolvida no palco.

“O casal existe, com outro nome, mas a história deles é apenas o ponto de partida. Eu nada sei sobre eles e isso contribui de forma positiva para eu colocar minha criatividade em prática. Eu fiz uma preparação de um mês com os direcionamentos da Fernanda e depois pude criar minha embocadura própria. Contamos também com o trabalho da Inês Aranha para aprofundar o texto e descobrir coisas novas. O fato de o personagem perder a visão também foi um desafio para mim, algo completamente diferente de tudo que já fiz“, relata o ator.

A declaração não poderia ser mais verdadeira. Leandro já viveu nos palcos personagens distintos, como um ícone dos quadrinhos em “Meu Amigo Charlie Brown”, a divertida Miss Segura em “Priscila – A Rainha do Deserto”, um alpinista social em “Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força” e mais recentemente um frio e calculista assassino em “Pacto – A História de Leopold e Loeb”, que retorna em cartaz em julho, no Teatro Opus, em São Paulo.

Apuro estético nos detalhes

A produção de “Aparecida” não poupou esforços para buscar pelo requintes de uma superprodução.  Há cuidados presentes em diferentes pontos, dos mais sutis aos mais exuberantes aos olhos do público, como no caso de alguns figurinos de Fábio Namatame e na cenografia de Richard Luiz, que dentre seus detalhes remete inclusive a uma reprodução adaptada da Basílica antiga e nova do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

 

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A abertura do espetáculo é uma grande surpresa. É uma montagem contemporânea, não leva para um realismo ‘à flor da pele’. Acredito que a forma que a Fernanda (Chamma) levou essa direção foi bem feliz, porque ela coloca em contraste dois planos, o lirismo dos milagres relacionados à Nossa Senhora e realidade do casal contemporâneo. Até pelas músicas fica claro essa diferença, esse contraste. Tudo é construído nesse sentido” explica o ator sobre os critérios artísticos escolhidos pela produção do espetáculo.

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