Carreira internacional em ascensão – Leonardo Wagner interpretará dois protagonistas de “Jesus Cristo Superstar” no México

Já não existem dúvidas de que o Brasil produz incríveis talentos no ramo do teatro musical. Prova disso é a qualidade de muitas produções realizadas aqui. Contudo, esse atestado de qualidade também se dá na “exportação” de talentos, como no caso do ator Leonardo Wagner. Com espetáculos como “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força”, “Cats”, “Evita”, “My Fair Lady” e “Wicked” no currículo, o ator reúne mais de 12 anos dedicados ao teatro musical. E essa dedicação o levou longe – literalmente.

Após viver a experiência como cover na remontagem brasileira de  “Les Misérables” em 2017, atuando nos papéis de Jean Valjean e Javert, o ator foi convidado para seguir temporada com a montagem mexicana no ano seguinte. E quando pensou que ao final do trabalho voltaria ao Brasil, uma nova oportunidade – e desafio – apareceu: ser alternante dos papéis de Judas Iscariotes e Jesus em “Jesus Cristo Superstar”, ainda no México. O B! conversou com o ator para falar sobre a internacionalização de sua carreira, diferenças entre os mercados e como Leonardo lida com a questão emocional de estar longe de sua terra natal.

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Neste tempo em que você atuou no México, como você avalia o mercado de teatro musical do país?

O mercado aqui é bem parecido com o brasileiro. Existem produções grandes, musicais com equipe estrangeira dirigindo, espetáculos de grande porte com equipe criativa local, produções independentes super exitosas. A única diferença é a maneira de produzir, aqui não existem leis de incentivo. E como para nós, não sai nada barato produzir musical aqui.

Qual a sensação de representar o Brasil em algo que você ama fazer?

Eu me sinto muito orgulhoso. O preço é alto, muito alto, só amando muito para segurar a barra. 

Quais os desafios que esse novo projeto traz?

O primeiro sem dúvida é o estilo. Jesus Cristo Superstar é uma ópera rock, enquanto  “Les Mis”, apesar de toda exigência vocal, tem uma influência clássica. Superstar exigirá o máximo da minha tessitura. Vai ser interessante (risos).

Em relação à vivência em carreira internacional, o que você acredita que agrega a sua trajetória como profissional e pessoal?

Nossa, sou outra pessoa. Além de agregar um novo idioma, as experiência e o amadurecimento que uma experiência como essa traz eu vou levar para vida toda.

Como é lidar com a saudade da família e amigos ?

Para mim, existem muitos desafios, mas a saudade é o mais difícil. Tem que estar muito seguro, muito focado e eu o que tento ao máximo integrar meu marido, minha mãe, meu irmão, fazer com que eles venham para cá e que vivam está experiência comigo.

E para quem deseja expandir os horizontes, o que você recomenda fazer, aprender, vivenciar?

Estudar e nunca parar de estudar. Quando achar que já está preparado, continue estudando. Para mim, isso tem ajudado bastante.

 

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