Um musical para… Saulo Vasconcelos

Grande nome do teatro musical brasileiro, Saulo Vasconcelos lança biografia

Foto: Sérgio Santoian

Ele é ator, cantor, dublador…
Considerado um dos maiores nomes do teatro musical brasileiro, Saulo Vasconcelos saiu de Brasília para conquistar não apenas São Paulo, mas também o México com papéis icônicos do gênero.

Sua relação com os musicais começa em 1997, quando viajou para Londres e assistiu a sete musicais em quatro dias. A transformação foi tanta que ao retornar tratou de encontrar formas de se aprofundar no que tinha acabado de conhecer. Se apresentou em alguns musicais amadores na cidade, estudou canto com o ator Sandro Christopher (atualmente em O Fantasma da Ópera) e com ele conheceu a ópera, dando início assim a sua longa jornada na área – que entre tantos papéis ainda inclui centenas de aulas particulares de canto, dadas até hoje e que preenchem sua agenda há anos.

A entrada oficial de Saulo nos palcos foi triunfal e internacional, marcada pelo Fantasma, do clássico “O Fantasma da Ópera”, no México, em 1999. No Brasil um capítulo grande de sua história se escreve no Teatro Abril (atual Renault), onde viveu uma sequência de icônicos personagens.

O primeiro foi  Javert, o famoso inspetor de “Les Misérables”, na primeira montagem da obra de Vitor Hugo, depois vieram a Fera, de “A Bela e a Fera”, e uma nova chance de retornar ao México, mas desta vez revivendo Javert, em “Les Mis”.
De volta ao Brasil pôde reviver um outro marco da iniciada carreira e conquistou o papel de Fantasma na primeira montagem brasileira de “O Fantasma da Ópera”, viveu Zoser na ópera-musical “Aida”, o Capitão Von Trapp em “A Noviça Rebelde”, relembrou a Fera na segunda montagem brasileira de “A Bela e a Fera”, foi o grande gato Old Deuteronomy de “Cats”, Sam Carmichael, um dos pais de Sophie, de “Mamma Mia”, o mecânico Bob em “Priscilla, Rainha do Deserto”, o produtor Senhor Iglesias em “A Madrinha Embriagada”, o louco Pedro no hospício de “O Homem de La Mancha”, e mais recentemente envelheceu alguns anos para viver um personagem com seu próprio nome na comédia “Forever Young”.

Na TV teve passagem pelo seriado “A Lei e o Crime”, da TV Record, e pela série (fdp), da HBO, como Sérgio Balado. Já nos cinemas vem explorando o universo da dublagem e seu principal papel foi há um ano, em “Moana”, da Disney, em que deu voz ao semi-deus Maui, eternizando o hit “De Nada” da animação.

Na música, Saulo lançou o CD Pretty Words, em comemoração aos seus 10 anos de carreira, e uma década depois tem dividido o palco com o amigo e também cantor Léo Mancini, no eclético show Sharing Voices. Recentemente, realizou seu primeiro show solo, intitulado “Por Trás das Máscaras”, em comemoração aos 20 anos completos de muito trabalho e memórias. O nome do show dá também nome à biografia que escreveu, lançada há pouco mais de um mês pela editoria Chiado, a disponível para venda em todas as livrarias.
Confira o Bate-Bola do único ator brasileiro que traz no currículo mais de dois milhões de espectadores.


BBB
Um musical: Jesus Christ Superstar
Um musical para se sentir feliz: A Bela e a Fera
Um musical para se sentir triste: Jesus Chist Superstar
Um musical para sair pensando: Next to Normal (fiquei em estado de choque)
Um musical para sair chorando: Once
Um musical para sair dançando: Priscilla, A Rainha do Deserto
Um musical para dar boas risadas: A Família Addams
Um musical para dar boas bocejadas: Cats
Um musical para cantarolar junto: Mamma Mia!
Um musical para amar a trilha inteira: Jersey Boys
Um musical para amar somente uma música: Cats
Um musical para vidrar os olhos nos detalhes: O Rei Leão
Um musical para vidrar os olhos nos atores: Sweeney Todd
Um musical para querer assistir sempre: O Fantasma da Ópera (não é raro encontrar pessoas que foram assistir dezenas de vezes)
Um musical para querer assistir só uma vez: Martin Guerre
Um musical para estrear no Brasil: Sweeney Todd
Um musical para voltar ao Brasil: Já voltaram quase todos rs (Les Misérables, O Fantasma da Ópera, A Bela e a Fera, A Noviça Rebelde)
Um musical para homenagear um ícone da música: Ney Matogrosso (acho que ainda não tivemos, correto?)
Um musical para homenagear uma personalidade: Fernanda Montenegro, O Ícone
Um musical para querer ver no cinema: La La Land (um original do cinema que eu amei)
Um musical do cinema para querer ver no palco: Moulin Rouge (Acaba de ser lançado)
Um musical para recomendar a alguém: Forever Young. (Por que? Porque apesar de não ser dos mais conhecidos, tem TUDO que uma grande obra musical precisa: comédia, drama, músicas animadas, músicas que emocionam, músicas para rir)
Um musical para não recomendar a ninguém: Fever (uma das piores coisas que já vi na vida)
Um musical para te descrever: O Fantasma da Ópera (por todas as alegrias que me deu. Porque foi meu primeiro da vida. Porque não esqueço quando estreou no Brasil. Porque fiz mais de mil vezes)
Um musical para reviver: O Fantasma da Ópera (Com todo respeito ao belo elenco que está em cartaz: Não vou mentir dizendo que não gostaria de interpretar mais uma vez)
Um musical para sonhar fazer: Sweeney Todd

 

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