Um musical para… Ivan Parente

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Foto: Osmar Lucas

Ele é ator, cantor e dublador… Formado em Publicidade e Propaganda pela FIAM, há mais de 20 anos encontra na arte as mais diversas formas de trabalhar sua mente criativa. Cheio de habilidades artísticas, estuda canto com Ronnie Kneblewiski, embora tenha uma antiga relação com a música, que começa mesmo em 1994, com a formação da banda Madalena 19, ainda em tempos de faculdade com os colegas Fernando Anitelli e Danilo Souza, com quem anos mais tarde dividiu – e ainda divide – o sucesso da trupe “O Teatro Mágico”, tendo participado da gravação de três discos do projeto que há 15 anos une música, poesia, circo e teatro para todas as idades. Nessa mesma onda de palcos e estúdios conseguiu ainda, em 2009, lançar seu CD solo “Isto Não é Uma Declaração de Amor”, produzido por Charles Dalla.

O teatro musical entra na vida de Ivan em 1996, abrindo um caminho trilhado por pequenas e grandes produções que o levaram a construir um currículo cheio de indicações a prêmios e importantes consagrações. Entre suas primeiras produções estão “Cazas de Cazuza”, “Veneza”, “Godspell”, com direção de Miguel Falabella, “Ópera do Malandro”, e a primeira montagem de “Les Misérables”, que em 2001 inaugurou o Teatro Abril, hoje Renault, e que curiosamente, 16 anos depois surgiu para ele como o desafio irrecusável de reviver as emoções das barricadas, porém como o emblemático Thenardiér, pepel este que, em 2017, rendeu a ele todos os grandes prêmios de Teatro Musical na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.
No ranking de papéis marcantes então ainda o inesquecível “Homem da Poltrona”, de “A Madrinha Embriagada” e o bispo de “O Homem de La Mancha”, porém sua lista de musicais traz também superproduções como “Alô Dolly!”, ao lado da grande estrela Marília Pêra, a comédia de Almodóvar “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, e o musical nacional “Os Dez Mandamentos”, baseado na novela de mesmo nome da Record TV.

Mas nem só de sucessos da Broadway é lembrada a carreira de Ivan, que conta com a força dos clássicos infantis como em “O Mágico de Oz”, “Pinocchio”, “A Bela e a Fera” e “Peter Pan”, todos assinados pelo italiano Billy Bond, e que lhe presentearam com icônicos personagens.
E é neste universo infantil que ele vem se reinventando ao encontrar outras formas de brilhar; No cinema, através da dublagem, emprestou sua voz – e um divertido sotaque francês – ao candelabro Lumière no live-action de “A Bela e a Fera”, e também deu vida ao personagem Demi, na série Vampirina, do canal Disney Junior.
Já na TV aberta, vem conquistando o público com seu Lindomar, o atrapalhado bedel da escola Ruth Goulart em “As Aventuras de Poliana”, exibida de segunda a sexta, e alguns compilados aos sábados, pelo SBT, com previsão de programação até 2020. E entre uma gravação e outra ele bateu-bola com o B!. Confira!


BBB

Um musical: Les Misérables (pra mim Les Mis é o espetáculo mais completo de todos os tempos. Produção, roteiro, adaptação, personagens e a música que arrepia da hora que começa até o fim do espetáculo. Perfeito! Não é à toa que eu pleiteei estar nas duas produções brasileiras. E CONSEGUIIIII!)
Um musical para se sentir feliz: Hairspray (Sempre que esse musical começa, eu já sinto o sorriso tomando conta do meu corpo. Quando a Tracy abre os olhos eu já to com o sorriso na Lua. Fora que a Simone Gutierrez arrasava fazendo aqui)
Um musical para se sentir triste: Cabaret (Engraçado como esse musical me deixa triste. A Alemanha, a guerra, os artistas resistindo, as personagens melancólicas, desesperadas, tentando sobreviver naquele ambiente triste. A música é triste. O espetáculo é lindo, mas me deixa triste)
Um musical para sair pensando: Les Misérables (A condição humana. O bem e o mal. Um país massacrado pela miséria. Um Deus que castiga versus um Deus que acolhe. Um povo insatisfeito sendo subjugado pela força das armas. Uma história ainda atual. Uma pena que o ser humano não aprenda com obras tão importantes como essa de Victor Hugo. Ah! E ele não fabrica só bolsas. Fica a dica!)
Um musical para sair chorando: Rent (Eu acho que nunca chorei tanto em um espetáculo. Em 1999 quando estreou no Teatro Ópera, com tantos amigos queridos e talentosos no palco, eu fui arrebatado pelo universo NYC e de repente eu sentia as dores das perdas e as dores físicas das personagens todas do espetáculo. Foi e ainda é um dos espetáculos que mais me emociona quando eu me lembro)
Um musical para sair dançando: Priscilla, Rainha do Deserto (Eu sempre tinha vontade de levantar quando o espetáculo começava. Ou quando as Divas incríveis entravam na esteira cantando “I Say a Little Prayer for You”. Eu ficava loucoooo. Dava vontade de levantar e beijar a Livia Graciano)
Um musical para dar boas risadas: A Sessão da Tarde ou Você Não Soube me Amar (Olha!! Eu nunca ri tanto! As personagens são divertidíssimas. O texto escrito pelo Marcos Ferraz, junto com os diretores da CIA de Teatro Rock, mais as improvisações dos atores durante os ensaios davam o molho. Humor inteligente temperado com músicas dos anos 80 totalmente brasileiras. Tinha que voltar)
Um musical para dar boas bocejadas: Cats (Tem gente que ama. Tem gente que odeia. Eu não amo, mas não odeio, mas não quero ver de novo)
Um musical para cantarolar junto: MAMMA MIA! (Se eu tivesse visto fora do Brasil eu teria cantado todas as musicas. Não decorei a tempo de cantar as versões em português quando eu vi aqui. Com certeza é o espetáculo que mais da vontade de cantar junto)
Um musical para amar a trilha inteira: Rent (Eu acho Rent um musical de Hits. Vem a música que dá nome ao musical, depois vem One Song Glory, Today 4U, Out Tonight, Will I, Santa Fé, I’ll Cover You, La Vie Boheme, Seasons of Love, Take me or Leave Me, Without You ou seja só HIT!)
Um musical para amar somente uma música: Cats (Vão me matar, mas só fizeram o musical pra cantar “Memory”)
Um musical para vidrar os olhos nos detalhes: VOU EMPATAR: O Homem de La Mancha e Suassuna – O Auto do Reino do Sol (Acho que não houve adaptação mais impecável que essa de trazer Dom Quixote para um sanatório no Rio de Janeiro onde viveu o Bispo do Rosário, foi uma ideia excelente. Cenário, luz, figurinos, orquestra, direção, direção de movimento, direção musical, coreografias, atores, produção e som. Tudo impecável. Tudo contava a história. Cada objeto colocado em cena era um acerto para contar aquela história. Foi um dos espetáculos mais lindos que eu já fiz em toda a minha vida. As vezes até eu me pegava olhando os detalhes do cenário, dos figurinos e das atuações dos meus colegas.
Já Suassuna, esse espetáculo é um primor de detalhes. Figurino, luz, encenação, atuações impecáveis, musicas e letras ricas, direção primorosa e tudo com acabamento de primeira. Nada fora do lugar. Fora que eles tocam enquanto atuam. Não dá! É demais!)
Um musical para vidrar os olhos nos atores: Suassuna – O Auto do Reino do Sol (Um espetáculo que eu nunca vi tanto ator bom na vida. Adrén Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Renato Luciano, Rebeca Jamir e Ricca Barros. Sou fã daqui até a eternidade)
Um musical para querer assistir sempre: Suassuna – O Auto do Reino do Sol (Eu assisti 5 vezes. Comprei a trilha e ouço uma vez por semana)
Um musical para querer assistir só uma vez: Cats (Não quero mais assistir. Desculpaaaaa!)
Um musical para estrear no Brasil: Mary Poppins (Eu amo Disney, mas o que eu mais amo são clássicos. Isso tem que vir para o Brasil. Sapateadores e sapateadoras do meu Brasil, realizem meu sonho?)
Um musical para voltar ao Brasil: Rent (A versão original)
Um musical para homenagear um ícone da música: Fernando Anitelli (Ok! Você vai dizer: “Quem é essa véia?” E eu vou responder: “Um poeta que reinventou a forma de compartilhar música na internet. Que faz show no Brasil todo. Tem público fiel. Tem poesia, teatro e circo costurado em cada pedaço de suas músicas. Cada canção poderia ser um musical. Eu amaria ver as musicas do “O Teatro Mágico” contarem uma história. Espero que seja logo)
Um musical para homenagear uma personalidade: Madonna! (Nem preciso dizer mais nada né? 50 anos de carreira. Teria que ser um musical em 6 partes!)
Um musical para querer ver no cinema: Pippin’ (Eu amaria ver no cinema o revival que teve a pouco tempo desse musical. Eu quase morri na plateia de tanta emoção)
Um musical do cinema para querer ver no palco: VIVA! A vida é uma festa! (Imaginaaaaa esse musicaaaallll???? Todo ambientado no México no “dia de los muertos”? Eu não sei se sobreviveria)
Um musical para recomendar a alguém: Suassuna – O Auto do Reino do Sol (Eu acho que recomendei para 8.000 pessoas. Se alguém me perguntava eu indicava. Se ninguém me perguntava eu indicava. Eu enlouqueci todos os atores nas redes sociais. Marcava eles em “posts” e tenho certeza que eles não aguentavam mais)
Um musical para não recomendar a ninguém: Cats (Uou! será que ganharei inimigos?!)
Um musical para te descrever: A Sessão da Tarde ou Você não soube me Amar (Espetáculo da CIA de Teatro Rock que falava sobre os anos 80. Um texto bem escrito pelo Marcos Ferraz e super bem dirigido por Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura. As encenações são geniais e ao mesmo tempo simples. Eu amo os anos 80 e o espetáculo é bem humorado, otimista e caricato…. Como eu ♥️)
Um musical para reviver: Alô, Dolly! (Nada foi tão significante e desafiador como esse espetáculo na minha vida. Foi a minha volta aos palcos de São Paulo após 6 anos viajando com uma CIA de Teatro pelo Brasil e pela a América Latina. Voltar a atuar nas mãos de Miguel Falabella. Voltar a dançar pelo olhar de Fernanda Chamma (gritava comigo sempre: “Estica esse pé” ou “Qualidade de Mão, Ivan Parente”) e poder contracenar com uma das maiores atrizes do planeta: Marilia Pêra. Acho que esse foi o elenco mais amoroso com quem trabalhei. A melhor coxia. São amigos que levo até hoje no meu coração. Ainda temos um grupo de WhatsApp. Isso diz muito desse elenco)
Um musical para sonhar fazer: PRISCILLA, RAINHA DO DESERTO (Queria ter feito teste pra “Tick”! Quem sabe volta né?)

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