Obra literária “Senhor das Moscas” ganha adaptação musicada no Teatro do Sesi SP

Estreia nesta quinta, 04, a primeira adaptação brasileira de “Senhor das Moscas”, um clássico literário britânico dos anos 50, escrito por William Golding (1911-1993), e considerado atemporal. A versão musicada da obra, que, em 1983 recebeu o prêmio Nobel de Literatura e originou um longa em 1990 (Lord of the flies), chega ao palco do Teatro do Sesi São Paulo pelas mãos do Núcleo Experimental, sob a direção de Zé Henrique de Paula – o mesmo do premiado “Urinal” –, para uma longa temporada de apresentações gratuitas de quinta à domingo.

A historia, que gira em torno de um grupo de 12 garotos ingleses, a princípio liderados por Ralph, que se veem presos em uma ilha deserta após sofrerem um acidente com o avião que os transportava do internato em que viviam para longe da guerra local, se desenrola em torno do dilema que vivem, sobre buscar meios de serem salvos, desejo este de Ralph e Porquinho, ou se adaptarem ao ocorrido que os forçava a uma nova vida; O grupo, que se vê independente sem a presença de qualquer adulto, passa então a lidar com outros tipos de conflitos e a descobrir novas necessidades de sobrevivência, como a importância da boa convivência, os perigos da insegurança e a difícil busca por comida, além de passarem a enxergar em Jack a possibilidade de um novo líder, com uma postura diferente da que estavam acostumados a seguir.

Senhor das Moscas 2.jpg

Foto: Divulgação

Em cena, para viver essa aventura intensa e emocional, foram escolhidos os atores Bruno Fagundes, Felipe Hintze e Ghilherme Lobo, nos papeis de Ralph, Porquinho e Jack respectivamente, que se apresentam ao lado dos talentosos Arthur Berges, Davi Tápias, Felipe Ramos, Gabriel Newman, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral, além dos stand-ins Gabriel Malo, João Paulo Oliveira e Luiz Rodrigues.

O B! bateu um papo exclusivo com um dos protagonistas, Ghilherme, que além de ator e cantor é também bailarino clássico, e que revelou não conhecer a história antes de passar a fazer parte dela, o que o impulsionou a mergulhar ainda mais de cabeça no processo de criação, que define como ‘incrível‘, onde diz ter sido preciso haver uma grande equalização das aptidões dos 12 atores em cena, uma vez que os pontos fortes de cada um se dividem entre a dança, a interpretação e o canto. E sobre o convite para dar vida à Jack e toda sua construção, ele conta:

“Tomei conhecimento da obra quando o diretor (Zé Henrique de Paula) me chamou para fazer parte do elenco. Foi um convite interessante porque não foi direto para a personagem que estou fazendo, na época ele queria ver e decidir quem eu faria ao longo do processo de preparação de elenco, então ele só me pediu que, durante a leitura, eu prestasse atenção nas personagens Jack e Ralph. Uma vez decidido, eu li primeiro a peça, depois vi o filme, e por ultimo li o livro, e isso foi muito legal, pois o livro tem muito mais informação que o filme, que tem muito mais informação que o texto da peça, o que fez com que a cada contato mais direto eu a conhecesse melhor, e consequentemente entendesse suas personagens. Foi um caminho muito interessante de se fazer e que me auxiliou a ir criando o Jack aos poucos, sem tanta influencia das outras coisas, fui criando com as informações que tinha da peça e com as coisas que pude observar um pouco mais por fora, foram referencias usadas para uma complementação, e não diretamente para a criação, o que tornou tudo mais prazeroso!”, relata Lobo animado, comemorando ainda a primeira oportunidade de trabalhar com o pai, o percussionista da peça, Betinho Sodré.

Confira uma galera com fotos de cena exclusivas, por Hélcio Nagamine:

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Com texto de Nigel Williams, tradução de Herbert Bianchi e do diretor Zé Henrique de Paula – responsável também pelos figurinos, a direção musical e preparação vocal ficaram a cargo de Fernanda Maia, as coreografias de Gabriel Malo, a cenografia de Bruno Anselmo, a iluminação de Fran Barros e o design de som de João Baracho.

SERVIÇO:

Onde: Teatro do Sesi-SP
Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Quando:
 4 de maio a 3 de dezembro de 2017
Quinta a sábado, às 15h |  domingos, às 14h30
Quanto: Grátis.
Reservas antecipadas online pelo sistema MEU SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi).
Duração:
 90 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos
►Como reservar: Para as sessões que acontecem entre os dias 1° e 15, as reservas são liberadas a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria (quinta a sábado, das 13h às 20h30, e no domingo, das 11h às 19h30).

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