“O Musical Mamonas” completa 100 apresentações e inicia turnê pelo Brasil

Eles conquistaram São Paulo e agora a Cidade Maravilhosa, atingindo a marca de 100 apresentações. Os “meninos de Guarulhos” ganharam uma homenagem à altura em “O Musical Mamonas”, dirigido por José Possi Neto, com dramaturgia escrita Walter Daguerre, que propôs um texto pelo olhar dos homenageados, prevalecendo o humor e o escracho que os levaram ao sucesso. “Eles eram únicos. Herdeiros de uma tradição de nomes como Dercy Gonçalves, Oscarito e mais tarde Chacrinha, fazendo humor sem ser ofensivo e ‘politicamente correto”, conta Walter em entrevista ao B!.

Estrelada por Ruy Brissac, Yudi Tamashiro, Adriano Tunes, Elcio Bonazzi e Arthur Ienzura, a versão em cartaz no Theatro Net Rio se prepara agora para sair em turnê pelo país, com apresentações já confirmadas nas cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador. O segredo do sucesso: manter a graça e as piadas típicas do quinteto.

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“Parece, em um primeiro momento, contraditório entender o humor dos Mamonas, por conta de tocar em temas relacionados à minorias como os gays e mulheres, ainda mais quando vivemos um período de tanto policiamento dos ‘bons costumes’. Mas foi dessa forma que eles conquistaram o Brasil. Neste espetáculo nos propusemos a não fazer  a exploração da tragédia vivida pelo grupo que terminou de forma tão infeliz após a jornada meteórica dos artistas. A ideia era fazer uma celebração ao talento deles e mostrar também a história de superação para alcançar o sucesso que tiveram” comenta Walter.

A temporada em São Paulo foi, de certa forma, especial para o elenco, não apenas pela estreia, mas também pela presença da família dos Mamonas. “Você sente a energia deles no palco, quase um arrepio em cada cena, e uma troca muito grande com o público. Público esse de todas as idades. O que nos surpreendeu foi o fato de ver lá muitos jovens que não foram contemporâneos do grupo e por conta do musical passaram a conhecer o trabalho deles”, diz Ruy Brissac, ator que vive o vocalista Dinho na peça.

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Para viver o personagem, Ruy ensaiou por três meses junto com o elenco. A direção de Possi Neto orientou a cada integrante a trazer sua própria “interpretação” para cada personagem, ao invés de fazer uma mera imitação em cena. “Ele me pediu para ver o Ruy no Dinho”, conta Ruy sobre o processo de criação.Eu me identifico muito com o Dinho, sobretudo com o discurso dele sobre acreditar em seus sonhos. Foi por acreditar que eu cheguei aqui e eles também, ao conquistaram o sucesso deles”.

Veja o discurso original abaixo:

 

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