Matheus Braga volta aos musicais em “Memórias de um Gigolô”

Fotos: Tico Braga

Depois de brilhar como um dos jovens Simbas no espetáculo “O Rei Leão”, sucesso no Brasil durante dois anos de temporada, e de emendar diferentes projetos em outras áreas em apenas um ano, Matheus Braga se prepara agora para viver o desafio de seu sétimo personagem em uma super produção musical, “Memórias de um Gigolô”, que chega à São Paulo no início do segundo semestre, pelas mãos de  Miguel Falabella e Josimar Carneiro, responsável também pelas composições da trilha sonora.

Memórias de um Gigolô2

Aos 12 anos, o jovem talentoso que iniciou sua carreira com apenas cinco, possui um currículo de dar inveja a muitos adultos. Matheus já integrou o elenco de clássicas montagens brasileiras e dividiu o palco com grandes nomes do teatro musical.
Em entrevista exclusiva ao B!, ele conta como se sente, reunindo tantas experiências diferentes, e sabendo que terá ainda muitas oportunidades pela frente.

10446008_711980248838247_6491618284048072417_n“Iniciei minha carreira em musicais no espetáculo “Miss Saigon”, depois atuei em “O Rei e Eu”, “Evita”, “Um violinista no Telhado”, “O Rei Leão”, no mesmo ano participei do projeto de 30 anos de carreira do cantor Daniel, interpretando o próprio em “Daniel 30 anos – O Musical”, e agora em “Memórias de um Gigolô”. Como me sinto? Primeiro honrado, pois ter a oportunidade de trabalhar com grandes atores, diretores e produções internacionais, só me faz ter a certeza que estou no caminho certo, pois faço o que gosto e estudo para isso. A cada produção que faço observo bastante, aprendi muito com cada uma, mas não me considero com “tanta” experiência, e sim com muito caminho ainda a percorrer, a estudar, e me dedicar”.

Prestes a dar novos passos nesse caminho, “Memórias de um Gigolô”, baseado no romance homônimo de Marcos Rey, de 1968, traz para a vida de Matheus a história do pequeno Mariano, “um órfão criado por uma cartomante e adotado pela dona de um bordel após a morte de sua protetora. No bordel, ele começa a escrever cartas e se transforma no rei da noite dos anos 30”.

Para a conquista deste papel, o jovem se dedicou especialmente ao canto com a ajuda de grandes profissionais, e encarou os disputados testes para o personagem demonstrando segurança e maturidade.

“Foi uma audição fechada para convidados, com outras crianças, e nela tinha canto popular e lírico. Me preparei com dois Coaching Vocais, Lucila Novaes, para canto popular, e Marconi Araujo, para canto lírico (aprendendo a cantar em português e inglês). Algumas das pessoas que participam deste projeto já tinham me visto em outros trabalhos e audições. Penso sempre que não devemos achar que já fomos escolhidos, e sim que devemos mostrar na hora da apresentação o melhor de nós para ser escolhido. Dentre todos que foram convidados, tive a alegria de gostarem de mim e da minha apresentação, então recebi o papel”.

Num primeiro momento, seu último personagem, Simba, e o próximo, Mariano, podem parecer figuras bem diferentes, mas no breve contato que já teve com seu novo trabalho, Matheus conseguiu apontar algumas semelhanças entre os dois jovens personagens, que assim como todos os outros que já fez, exigem dele uma dedicação única e especial durante o processo de construção.

“Para cada personagem há um preparo todo particular. Gosto de pesquisar sobre a história toda, entender o mundo da minha personagem antes mesmo dos ensaios. O Simba foi um grande prazer fazer, um personagem parecido comigo; gosta de brincar, se divertir e ser feliz sempre. Ele era um garoto que desvendava, se aventurava e via o melhor de cada um, e o Mariano também é divertido, como o Simba ele passará por perdas, traumas e mudanças de vida. A diferença é que ele entra em outra fase, e vive as descobertas da adolescência, os erros e acertos, e suas conseqüências. Agradeço sempre cada uma das personagens que fiz, pois aprendi com cada uma e todas são importantes, o que muda é a característica pessoal, a personalidade de cada um”.

E sobre a expectativa de trabalhar pela primeira vez com o ator, diretor e versionista Miguel Falabella, ele conta o que espera:

“Como todo bom diretor ele me ensinará como fazer o melhor, como emocionar quem nos assistirá. Ele é um exemplo no Brasil, e sei que aprenderei muito com ele. Terei novamente a oportunidade de levar para minha carreira ensinamentos novos, aperfeiçoar outros, e assim mostrar a todos que o que faço é com amor e dedicação”.

Em 2013, quando o B! entrevistou Matheus pela primeira vez, descobriu que o pequeno grande ator tinha uma rotina bastante agitada; Sem deixar de estudar, e colecionando trabalhos, ele ainda encontrava tempo para praticar muitos esportes e aprender a tocar diversos instrumentos., tornando-se ainda mais completo e preparado para qualquer desafio. Dois anos depois, ele revela se algo mudou.

“Não mudou muito rsrs. Aprendi com o meu acupunturista, Ricardo Godoy, que corpo e mente é algo que tem que estar sempre com saúde. Faço natação, musculação, ginástica, circo, futebol, etc… Tenho a tranqüilidade de fazer na Academia Companhia Atlética todas as minhas atividades, adoro todos os esportes rsrsrs. A escola é onde me preparo para saber mais, como meus pais sempre dizem, é a base para toda a minha vida e o estudo mais importante de todos. Minha rotina não mudou muito da nossa última conversa…
Ainda faço aulas de alguns instrumentos musicais, entre eles Piano, Violão, etc.  Enfim gosto de aprender, não acho que devemos aprender apenas o que vou fazer naquele momento, mas sim estar preparado para quando as oportunidades surgirem. Faço o que gosto e tenho o apoio das pessoas que gostam de mim, que se dedicam para que eu tenha o melhor e o que aprendo, quero levar para toda a vida.”.

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Em meio a tudo isso, Matheus têm encontrado ainda tempo para o sapateado, dança que de uns anos para cá está marcando presença em muitos dos grandes musicais, como “New York, New York”, “Crazy For You” e “A Madrinha Embriagada”, e sobre essa dedicação intensiva, ele explica.

“Tenho uma grande amiga, minha Personal Tap, Christiane Matallo. Segundo ela, o Sapateado é a única dança que não dá para copiar, você tem que estar o tempo todo concentrado, se passar um mosquitinho na sua frente e você se distrair, já era! – Você com certeza perde a seqüência.
Temos que entender toda nossa estrutura corporal, ter muita concentração para aprender, e estar conectados consigo mesmo. Eu não sei se meu novo personagem irá sapatear no espetáculo, isso vai depender da direção de Miguel Falabella, mas gosto de desafios e algum tempo já faço sapateado. Independente da personagem que estou interpretando, aprendi que para estar bem em qualquer espetáculo tenho que aprender o máximo de coisas que gosto”.

E os estudos e cuidados para aprimorar suas habilidades profissionais não param por aí. “Além do sapateado, tenho minha coaching em fisiologia vocal, a Dra. Silvia Pinho, e quase “todos” os dias faço algo em torno de 20 minutos para um preparo vocal”.

Embora dedicado e atento à todas as necessidades para se tornar um ator e cantor mais completo a cada dia, Matheus Braga já se destacou em outros projetos, e nem sempre soltando a voz. Recentemente foi dirigido por Regina Duarte em “A Volta para Casa”, que fez temporada no Teatro MuBE Nova Cultural, e também no Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Espetáculo A Volta para Casa com direção de Regina Duarte (2)

“Recebi o convite dos meus amigos e professores de teatro, Eduardo Bodstein e Ivan Izzo, para participar de um grupo de Estudo de Dramaturgia e Interpretação de Texto junto com atriz e já grande diretora Regina Duarte, lá realizamos reuniões frequentes de pesquisa de dramaturgia e interpretação. O espetáculo “A volta para casa”, foi um dos resultados do grupo. Um texto do Romeno Matei Visniec, onde interpreto uma personagem que morre quando criança e nem sabe que faz parte de uma chacina por interesse políticos e sociais. Mais uma grande experiência. A necessidade de concentração e dedicação para atuar é praticamente a mesma e ter também este outro ícone artístico me dirigindo é um aprendizado diário”.

Paralelo aos palcos, ele está em um projeto musical do compositor e roteirista Fernando Salem, ainda sem detalhes divulgados, e acaba de rodar o longa “O Crime da Cabra”, que define como “divertido e histórico”. Com estréia prevista para o segundo semestre deste ano, Matheus adianta detalhes da trama dirigida por Ariane Porto e Teresa Aguiar, e que traz no elenco grandes nomes da televisão brasileira.

“Trabalhar com um grande elenco, com Lima Duarte, Laura Cardoso, Arlete Sales, Rafaela Puopolo, Valeria Monteiro e meus professores de cinema e teatro, Eduardo Bodstein e Ivan Izzo, foi muito legal – mais e mais experiência para eu levar para minha vida. No longa interpreto o personagem Amácio, o Mazzaropi quando criança, a trama traz a visão dele diante de um crime e o seu encontro com a arte. Uma pequena cidade do interior vê seu cotidiano abalado por causa de um crime inusitado: Uma cabra come o próprio dinheiro de sua venda, tendo ai o início de uma briga entre dois antigos amigos para saber de quem é a cabra. Tenho certeza que todos vão gostar”.

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Com oportunidades especiais nos palcos e no cinema, fica a expectativa dos fãs sobre quando será possível vê-lo também na TV. Há alguns meses o jovem esteve à frente da abertura de fim de ano da Rede Globo, onde soltou a voz  na canção “Um Novo Tempo”, clássico de Marcos Valle, o que só despertou ainda mais sua curiosidade sobre o universo das novelas, onde ainda deseja estrear.

“Cada formato tem sua importância e acrescenta na carreira. O teatro trás o resultado diário, no final de cada espetáculo você sabe se agradou ao público, mas quero muito fazer novela. Acredito que o momento certo para eu ir para uma novela chegará. Aprendi uma coisa importante com todos, entrar na TV não é o mais difícil, o difícil mesmo é se manter lá, então acredito que com essa bagagem desses meus trabalhos, quanto mais capacitado eu for melhor… Farei com prazer”.

Saiba mais sobre Matheus Braga em www.matheusbraga.com.br
Montenegro e Raman (empresário) – www.montenegroeraman.com.br 

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