Diego Ramiro e Diego Luri falam sobre “Shrek” e a passagem por BH

Shrek

O monstruoso sucesso de “Shrek – O Musical”, trouxe de volta a cena teatral o ogro mais famoso. Depois de um hiato, o espetáculo se prepara para fazer uma nova parada com a Turnê Brasil, e chega em Belo Horizonte na próxima semana, para uma curta temporada.

Diversão garantida para adultos e crianças, o espetáculo, baseado no original da DreamWorks Theatricals, conta a história do carismático Ogro que luta contra um Rei trapalhão pelo amor da misteriosa Princesa Fiona, contando com a ajuda espirituosa e perspicaz de seu amigo Burro, e claro, de diversos personagens famosos dos contos infantis, que embarcam na mesma aventura. As peripécias dessa saga são cantadas e contadas de forma singular pela produção brasileira, num conjunto cenográfico que transpõe fantasticamente a plateia para o divertido pântano de Shrek, e o Reino de Tão Tão Distante.

O B! conversou com exclusividade com o diretor Diego Ramiro, que falou sobre a realização da produção e suas expectativas antes, durante e depois do projeto ganhar vida.

Diego Ramiro

Diego Ramiro – Foto: Divulgação

Crédito: Divulgação

“A montagem do  musical ‘Shrek’  no Brasil é uma parceria da Kabuki produções com a Dreamworks, isso fez com que esse espetáculo ficasse com o mesmo nível de montagens realizadas na Broadway/NY.
Estávamos em busca de algum conteúdo que funcionasse 100% para toda família, já que isso não tinha acontecido no Brasil onde tanto os filhos, quanto os pais, pudessem se divertir juntos.
No musical ‘Shrek’ contamos a história do primeiro filme onde temos diversas situações que só os pais irão entender e alguns elementos que as crianças irão amar. Por isso acredito que hoje, no Brasil, ‘Shrek’ seja um dos poucos espetáculos que consigam levar entretenimento para toda família”.

Um espetáculo que acerta por apresentar um universo lúdico e já conhecido pelo publico, ele traz ao palco uma serie de artefatos que garantem prender a atenção de todos.

“O Musical tem muitos detalhes e efeitos especiais inéditos no Brasil, temos um ilusionismo de levitação sem cabos de aço onde o responsável foi o ilusionista brasileiro ISSAO IMAMURA, alem de efeitos de Co2 e gelo seco… Sem contar a participação da nossa “mascote” do grupo, que é uma Dragona de quase 10 metros de comprimento que é manipulada por 4 homens, e que dança, canta, bate asas, solta fumaça e interage com os personagens do musical.

Mas nem tudo é tão simples, quando perguntado sobre os desafios de trazer a produção ao pais, Ramiro diz:

“Tivemos grandes desafios desde o momento em que decidimos fazer uma produção nível Broadway, 100% realizada por brasileiros. Foram muitos processos de estudo para desenvolver a maquiagem do Shrek, onde existe uma prótese de silicone que é confeccionada para o próprio rosto do ator, e que leva aproximadamente 2 horas de preparação por apresentação.
Os efeitos, cenários, figurinos, construção da Dragona, enfim, tudo foi feito por brasileiros – ou seja; um grande desafio que nos deixa muito feliz quando vemos no palco tudo acontecendo, e o público amando. Ficamos muito felizes também de saber que nosso esforço foi reconhecido pelo público e inclusive com prêmios, como o que ganhamos em São Paulo, como Melhor Musical em versão brasileira pelo prêmio: Arte e qualidade Brasil 2013.”

Aplaudido por mais de 2,5 milhões de pessoas nos países por onde passou (EUA, Inglaterra, Espanha, Itália) , Shrek – O Musical estreou no Rio de Janeiro, onde permaneceu por cinco meses. Na curtíssima temporada curitibana, também foi aplaudido por milhares de pessoas, em sessões lotadas. Chegou em São Paulo em setembro de 2013, onde permaneceu durante 3 meses com um público de 70 mil pessoas. E no primeiro semestre deste ano, saiu em turnê pelo Brasil.

Claramente satisfeito com o sucesso conquistado, o diretor encerra a entrevista adiantando um pouco sobre sua próxima novidade: “Nós temos agora na Kabuki o início de uma nova produção, com previsão de estreia em 2015, que é ‘JOVEM FRANKENSTEIN – O MUSICAL’, esse eu também devo fazer a direção. Uma comédia musical muito divertida e também premiada na Broadway.”

Responsável por dar vida ao marcante personagem, grande e verde, Diego Luri também bateu um papo com o B! e contou sobre os desafios de dar vida a Shrek, a passagem por BH e suas expectativas com a turnê:

Diego Luri

Crédito: Allison Luri

“Nós temos tido a sorte de encontrar públicos maravilhosos ao longo das nossas temporadas e turnês. Sei que com Belo Horizonte não será diferente. Tenho muitos amigos dessa cidade e amo o povo mineiro. Espero que a galera se divirta muito com a gente, porque estamos indo programados pra nos divertir.

Quando perguntado sobre o crescimento do gênero musical não só em BH, mas em todo país, e sobre a disputada busca por estudos relacionados, Luri diz:

“Eu não sabia que BH tinha tanta gente estudando Musicais. Acho incrível que a cultura de teatro musical esteja crescendo também fora do eixo Rio-São Paulo. Existe uma massa artística super competente e ávida por uma lapidação, em vários estados do Brasil. Digo isso porque já conheci pessoas super talentosas que não têm muitas oportunidades nos estados em que moram. E o primeiro estágio pra alcançar seu lugar ao sol é estudar, se preparar e estar atento ao mercado de modo geral. É preciso se impregnar de cultura geral. O trabalho do ator não se resume ao palco, é um trabalho de vida, de cotidiano. Fico feliz que os artistas mineiros tenham esse acesso ao estudo do teatro musical dentro da sua cidade”.

Sobre a expectativa de retomar a Turnê Brasil, ele afirma:

“Estamos chegando a todo vapor. Esperamos levar a mesma magia que tem feito parte da nossa história para o palco de Belo Horizonte. O espetáculo traz uma história linda de amor além das aparências, fortalecendo valores importantes pra criançada. Mas, muito além disso, é diversão garantida pra família inteira. São músicas lindíssimas, uma energia contagiante, efeitos especiais de tirar o fôlego e um colorido encantador, trazendo muitas piadas que só o público adulto pode entender. É um musical ‘Shrektacular’! (risos)”

Dando vida a um personagem que precisa de uma preparação mais demorada, bem como adiantou Ramiro, o protagonista conta com detalhes sobre a construção do seu Ogro:

 

Diego Luri - Shrek

Diego Luri – Shrek

“Eu gosto muito de construir corpo e voz pros personagens que faço. Mas o Shrek tem uma personalidade parecida com a minha, em partes. É um grandalhão atrapalhado, que assusta as pessoas num primeiro momento, mas que se conhecerem a fundo verão que é uma criatura dócil, divertida e amigável. Aproximar o personagem do que eu já sou talvez tenha sido um dos maiores desafios pra mim neste musical. Inicialmente, quis aproximar minha voz à da dublagem do filme, pra não causar um estranhamento no público que é fã da série de animação, mas percebemos que manter a minha voz tornaria o personagem muito mais natural nos palcos. E, quanto mais a gente vai naturalizando o personagem, mais palpável ele fica ao público, e essa familiaridade funciona. Quanto mais o público se identificar, melhor. Também costumo dizer que o figurino foi um grande obstáculo. Pesa vinte quilos, aproximadamente, não tem entradas de ventilação e não é muito confortável ficar sentado enquanto enchem seu rosto de cola por três horas seguidas, sem contar a manutenção toda vez que saio de cena. É quente, pesado e incômodo. E como preciso cantar, atuar, dançar, além de subir e descer escadas, correr e saltar em cena, foi um trabalho brutal para me adaptar. Graças a Deus, hoje em dia tiro de letra. Consigo executar minhas funções sem deixar que o figurino e a caracterização me atrapalhem. Depois de muito treino, tornou-se um aliado. Mas continua quente, pesado e incômodo (risos). E eu amo essa natureza ogra. Fazer o quê? “

A equipe criativa da versão brasileira de Shrek – O Musical conta com Claudio Botelho, nome que é excelência em produções musicais brasileiras e que assina com maestria as versões das músicas para o português. O texto, assinado por Cristina Berio, foi criativamente adaptado para conquistar o público no Brasil, e essa dupla, aliada as coreografias de Caio Nunes, são apenas algumas das combinações que vão prender o espectador por toda a hilariante jornada em cena.

Serviço:

Shrek – O Musical

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Avenida Afonso Pena, 1537, Centro

Datas e horários:

  • 18 de julho – 20h
  • 19 de julho – 15h e 20h
  • 20 de julho – 15h e 20h

Ingressos – à venda no www.ingresso.com e na Bilheteria do Palácio das Artes

  • Plateia 1 e 2  – R$ 82,50 (meia) |  R$ 165 (inteira)
  • Plateia Superior:  R$ 60 (meia) | R$ 120 (inteira)

É possível adquirir ingressos  para a Plateia Superior por R$ 50,00 por meio do Vale Cultura. O trabalhador deve ir até a bilheteria do Palácio das Artes e apresentar o cartão Vale Cultura fornecido pela empresa onde trabalha. Número limitado de ingressos.

Classificação livre – menores de 12 anos devem estar acompanhados por um responsável
Informações: 31 3884 7447
Produção: Kabuki Produções

 

 

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