Gustavo Gasparani fala sobre sua identidade com o teatro musical brasileiro

ricardoGustavo Gasparani pode ser considerado um dos nomes atuais que mais tem incentivado o teatro musical brasileiro nos palcos do Rio de Janeiro. Atualmente, o ator se divide em 21 personagens diferentes na adaptação de “Ricardo III“, de Willian Shakespeare, em cartaz no Teatro Poeirinha, e também assina a direção de um novo musical, “Samba Futebol Clube”, apresentado no Centro Cultural do Banco do Brasil – RJ, e totalmente conectado com a cena atual.

Passista da GRES Estação Primeira de Mangueira por 20 anos, a dança e a música foram uma constante na vida de Gustavo, que prepara para o futuro um musical, inspirado na vida e obra de Zeca Pagodinho. Os temas da cultura brasileira, o teatro de revista, bem como a MPB, também são uma presença forte em suas obras, como Oui Oui… A França é Aqui! – A Revista do Ano e As Mimosas da Praça Tiradentes.

A minha formação musical foi através da Música Popular Brasileira. Eu ouvi a minha vida inteira Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso, a geração da MPB da década de 1970. Com a entrada de Matinho da Vila, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione o samba entrou na minha casa. Quando eu quis juntar teatro e dança, era natural que eu fosse buscar na minha referência musical natural. Entre minhas referências estão Oscarito, sempre adorei teatro de revista. Todos os musicais que eu fiz ou lidei, vem com base em um relato histórico.

Gustavo começou seus trabalhos nos musicais em adaptações de filmes como “Rocky Horror Show” e “Cabaret”, sendo dirigido por Miguel Falabella nas produções de teatro do Colégio Andrews, no Rio de Janeiro. Mas foi precisamente em 2006 que o ator começou a dar os primeiros passos em produções musicais próprias, iniciando com o espetáculo Otelo da Mangueira, uma transposição da obra de Shakespeare (um dos autores favoritos de Gustavo) para o universo carioca. Na trama, ele interpretava o vilão Iago. O musical ganhou quatro indicações ao prêmio Shell em 2006.

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“Esta peça estreou no Rio de Janeiro no período de fim de ano, teve uma curta temporada, mas fez sucesso no Festival de Teatro de Curitiba, que comemorava 10 anos na época. É um espetáculo que eu gostaria muito de fazer novamente”, relembra Gustavo.

As produções não cessaram. Em 2008, ao lado de Soraya Ravenle, estreou “Opereta Carioca”. O libreto continha um mix de canções de Ismael Silva, Baden Powell, Martinho da Vila, Vinicíus de Morais e Chico Buarque contando a história de um típico casal da Cidade Maravilhosa. Ainda inspirado no teatro de revista, em 2010, Gustavo lança outro sucesso: “Oui Oui… A França é Aqui – A Revista do Ano”, que reunia Ester Elias, Cristiano Gualda, Solage Badim, César Augusto e o próprio Gustavo. O espetáculo foi considerado um dos melhores da temporada de 2009/2010 e Gasparani recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor pelo texto de “Oui Oui”.

 

Elenco de "Oui Oui...A França é Aqui! - A Revista do Ano

Elenco de “Oui Oui…A França é Aqui! – A Revista do Ano

Dois anos mais tarde, em parceria com Eduardo Richele, Gustavo lança o musical “As Mimosas da Praça Tiradentes, uma celebração musical à famosa localidade do Rio de Janeiro, conhecida por abrigar dois teatros cariocas muito importantes: o Carlos Gomes e o João Caetano. O texto contava a história de um grupo de transformistas que lutava para evitar a demolição de um cabaret afundado em dívidas. No elenco, outros nomes conhecidos por sua atuação no gênero musical, como Marya Bravo, Jonas Hammar e Claudio Tovar, se uniram ao próprio Gustavo, também em cena. Pela sua atuação, Gasparani venceu mais um Prêmio Shell, desta vez na categoria de Melhor Ator. Ainda em 2012, estrelou o personagem título de “Édipo Rei”, com direção de Eduardo Wotzik, ao lado da atriz Eliane Giardini.

Agora, é com Samba Futebol Clubeque Gustavo aposta novamente nos musicais. Com um texto baseado nas pesquisas do jornalista João Pimentel e canções pinçadas por Alfredo Del Penho, o espetáculo foca mais na relação lírica do futebol com o brasileiro, ao invés de contar uma história propriamente.

“Eu ensaiei o espetáculo de uma forma diferente do que é feito no musical. Foi um processo colaborativo, semelhante ao que se faz na Cia dos Artistas, do qual sou um dos integrantes e fundadores.Cada ator trouxe a sua história, a sua verdade para esse trabalho”.

Samba Futebol Clube // Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

Samba Futebol Clube // Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

O musical “Samba Futebol Clube” segue em cartaz até o dia 14 de julho no CCBB-RJ, de onde se despedirá para dar início a uma nova temporada carioca, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes. Veja cenas do espetáculo abaixo.

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3 Respostas para “Gustavo Gasparani fala sobre sua identidade com o teatro musical brasileiro

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