Arte e ditadura militar são temas do novo musical de Zé Celso

O líder do Teatro Oficina e um dos maiores nomes do teatro brasileiro, José Celso Martinez Corrêa, mais conhecido como Zé Celso, volta à cena paulistana em “Walmor y Cacilda 64 – Robogolpe”, um poema musical que tem como cenário o período da ditadura militar, traçando um paralelo com a arte, e revisitando alguns momentos marcantes da historia do Brasil, ressaltando assim a importância do teatro e da liberdade como um meio de renovação social.

Na trama, um duelo entre os artistas e o povo, simbolizado por um dragão de nove cabeças, onde cada uma clama por novas reformas no país, contra o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e o Robogolpe, uma mistura de tanque de guerra robotizado com ser humano.

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“Walmor y Cacilda 64 – Robogolpe

Em 1964, Cacilda Becker (Camila Mota) é dirigida por Walmor Chagas (Marcelo Drummond) em A Noite do Iguana, de Tennessee Williams, e Cleyde Yáconis (Letícia Coura) está presa no TBC; paira um clima de interdição aos Teatros onde peças ditas subversivas fazem sucesso. O DOPS intima a classe teatral paulista a depor e Maria Della Costa (Juliane Elting) e Cacilda Becker (Sylvia Prado) respondem ao interrogatório com uma clareza que deixa constrangido o delegado (Acauã Sol), diante das TVs que filmam a cena. Ao mesmo tempo, as “Iguanas do Dragão de Muchas Cabeças” (Cia. Oficina), os “subversivos” que São Jorge Robogolpe (Haroldo Costa Ferrari) tenta submeter ao estado exceção, usam a potência da criação para manter viva a liberdade encarnada em cena por cada atuador. Como nós, corpos sujeitos da vida e da história, seres livres vivos, vamos contracenar com o Robogolpe – pessoa tanque de guerra de ficção científica? Para responder, 30 atuadores da Cia. Oficina Uzyna Uzona e da Universidade Antropófaga, entre músicos, atores, artistas visuais, videomakers, técnicos e iluminadores, entram em cena para dar vida a essa peça poema musical que reflete sobre uma relação de 50 anos com o imaginário da Ditadura Militar e seus efeitos para a arte no Brasil.

*Fonte: Clube dos Jornalistas

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Para contar essa crônica, um elenco composto por 20 atores da Cia Oficina Uzyna Uzona e da Universidade Antropófaga, acompanhados por seis músicos e um DJ da Banda Oficina.

Sylvia Prado – Cacilda Becker, Coros
Camila Mota – Cacilda Ana Jelkes, Coros
Marcelo Drummond – Getúlio Wargas, Leonel Brizola e Walmor Shannom
Zé Celso – Ator Diretor e Nono
Letícia Coura – Cleyde Yáconis, Coros
Juliane Elting – Tradutora, Maria Della Costa, Coro/Marchadeiras
Acauã Sol – Delegado Bonchristiano, Coros
Haroldo Costa Ferrari – Robogolpe
Roderick Himeros – Herr Farrenkof, Darcy Ribeiro, Coros
Danielle Rosa – Égua de são Jorge Ogum, Dona Cesarina Leonor, Maria Alice Vergueiro, Maxine, coros, duplo de Putana.
Nash Laila – Anabela, Coros, Iguana, Pernambucana
Liz Reis – Ítala Nandi, Coros
Giuliano Ferrari – Ademar de Barros
Tony Reis – Marinheiro, Coros
Glauber Amaral – Jango, Caveirão, Mariguella, Marido
Carolina Henriques – Mensageira Lolita, Coros
Alessandro Leivas – Muchacho, Fotógrafo, Estudante da UNE, Coros
Lucas Andrade – Muchacho, Coros
Marcello Finimundi – Giovanni, Motorista, Exaltado, Coros
Selma Paiva – Repórter, Coros

Banda Oficina: Adriano Salhab (baixo e guitarra), Carina Iglecias (percussão), Chicão (piano), Giuliano Ferrari (piano, baixo e guitarra), Juliana Perdigão (saxofone, clarinete, clarone e flauta), Letícia Coura (cavaquinho). Sonoplastia: DJ Jean Carlos

Foto: Jennifer Glass

Foto: Jennifer Glass

O espetáculo é mais uma ação cultural sobre os 50 anos do Golpe Militar, e foi escrito por Zé Celso em apenas duas semanas, o diretor e também ator, se sentiu movido pelos projetos relacionados ao tema, apresentados pela Cia. Os Satyros, e o apresentou pela primeira vez ao público no último dia 1º. de abril, como uma leitura encenada da programação da Vigília pela Liberdade, um projeto que envolveu várias companhias teatrais paulistas, convidadas para transformar em obra de arte suas visões sobre os 50 anos do Golpe Militar.
Depois da positiva resposta do público, a Cia. Oficina Uzyna Uzona decidiu continuar com os ensaios do texto e dar início a produção do espetáculo, para uma curta temporada de seis semanas, podendo ser visto também pela internet, ao vivo, ou pelo YouTube.

Assista aqui ↓

Com texto e direção de José Celso Martinez Corrêa, a produção conta com a conselheira poeta Catherine Hirsch, a direção musical de Adriano Salhab, Montofarno e Giuliano Ferrari, e trilha sonora original de Zé Celso e Cia. Oficina Uzyna Uzona.

Serviço:

Teat(r)o Oficina
Rua Jaceguai, 520.
Tel: 11. 3106-2818.

Quando: De 26/04 a 01/06, sempre aos sábados (21h) e domingos (19h)
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) 
e R$5,00 (moradoresdo Bixiga, mediante comprovação de residência. 
*Meia entrada para idosos, artistas, professores e 
cartão Petrobras
Vendas pela Compre Ingressos ou na bilheteria do 
Teatro Oficina, uma hora antes da sessão.

Duração: 120min
Indicação etária: 16 anos
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