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12 perguntas para Sabrina Korgut

sabrina_lateralNome referência no teatro musical brasileiro, Sabrina Korgut conta em entrevista exclusiva ao B! como começou sua carreira e sobre o desafio de fazer musicais no país. A atriz, atualmente em cartaz no espetáculo “Para Sempre, ABBA”, fala também sobre o seu trabalho como produtora e dá alguns detalhes a respeito de seu novo projeto para 2014.

B!: Desde cedo você já se envolveu com produções teatrais que combinavam dança, canto e atuação. Como foi o seu primeiro contato com o teatro musical?

“Na verdade eu comecei a fazê-lo naturalmente, pois comecei numa época onde os musicais não estavam em foco. Os infantis que eu fazia já reuniam canto, dança e interpretação. Acho que os diretores percebiam que eu sabia fazer um pouco de cada coisa e aproveitavam isso para os espetáculos”.

B!: Quando você começou a atuar neste mercado, imaginava que ele teria a projeção e as oportunidades que tem hoje?

“Nunca pensei nisso. Gosto e sempre gostei do palco. Tem algo ali que me atrai e me faz sentir confortável naquele espaço. Então fazia teatro porque gostava de atuar, assim como a dança e o canto. Percebi que este seria meu ofício. Quando eu vi, os musicais já estavam pipocando e eu fazendo parte deles”

B!: Sua carreira conta com um misto de produções internacionais, como “Company”, “As Bruxas de Eastwick” e “Miss Saigon”, além de clássicos brasileiros, como “Ópera do Malandro”. Para você, qual é o aprendizado que leva dessas experiências?

“Sem dúvida, a cada contato com esses musicais algo muda dentro de você. Seja em relação ao desafio ou ao que se aprende com cada um deles. Porque um exige uma extensão vocal maior, outro mais condicionamento, ou ate mesmo aprender uma outra arte como foi o caso do “Avenida Q” e a manipulação de bonecos, que me proporcionou as indicações dos prêmios Shell e APTR”

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Sabrina Korgut em “As Bruxas de Eastwick”

B!: Você fez diversos trabalhos com a dupla Claudio Botelho & Charles Möeller. Como começou essa amizade e qual é o sentimento de ter estado ao lado de duas personalidades que colaboraram para chamado “novo boom” dos musicais no Brasil?

“Conheço há muito tempo a dupla. Com eles realizei alguns dos trabalhos mais importantes da minha vida. Engraçado que eles me viram praticamente crescer, amadurecer, tanto de vida, como profissional. Nos conhecemos em Company e dali em diante a nossa parceria ganhou vida, cresceu, floresceu e hoje colhemos belas flores desse jardim”.

Sabrina Korgut com Claudio Botelho
Sabrina Korgut com Claudio Botelho

B!: De seus trabalhos internacionais, qual o personagem que você mais gostou de fazer? E nas peças brasileiras?

“Sem dúvida, a Kate Monstra e Lucy devassa (Avenida Q), e Gigi/Ellen ( Miss Saigon), e no Brasil foi a Fichinha (Ópera do Malandro)”.

B!: Quais musicais você não fez, mas gostaria de participar, mesmo que (ainda) não tenham sido montados no Brasil?

“Não tenho nenhum preferido não. Gosto do desafio de defender um personagem. Mas, se for pra escolher talvez Funny Girl ou Mary Poppins.”

B!: Você também esteve por trás da produção de “Fascinante Gershwin – Uma revista musical”. Pode nos contar um pouco sobre seu envolvimento no projeto?

“Este é um projeto autoral meu e do também ator e cantor Fabricio Negri. Estava num momento da minha carreira que precisava dar um outro passo e experimentar outras coisas. Fomos lá e colocamos a mão na massa, pois além de levantarmos a produção também atuávamos. É difícil conciliar os dois, mas a minha experiência de outros espetáculos, além de ter tido contato com produção desde muito jovem (minha mãe chegou a produzir alguns infantis que foram inclusive premiados na época como melhor espetáculo e produção), me deram base pra desenvolver esta produção independente”.

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Sabrinha Korgut em seu trabalho autoral, a revista “Fascinante Gershwin”

B!: Hoje, você está fazendo licenciatura na UNIRIO e também faz parte do corpo docente de CEFTEM. De onde veio o desejo de compartilhar sua experiência com aspirantes e atores em formação?

“Comecei a notar que estava sentindo falta de alguma coisa na minha vida. Como comecei a trabalhar desde muito cedo, fui emendando uma coisa na outra. Fiz faculdade de jornalismo, mas é uma área muito distante do meu oficio. Resolvi voltar a estudar, agora algo dentro da minha área, para ter mais base teórica, ate porque adquirir conhecimento nunca é demais. Além disso, como já tenho muita experiência pratica e sempre fui meio autodidata, muitas pessoas me pedem para começar a ensinar, compartilhar essas experiências. Então por que não? É mais uma porta que eu abro na minha vida e dentro daquilo que amo fazer”.

B!: “Para Sempre, ABBA” marcou o seu retorno aos palcos, ao lado de pessoas com quem você já trabalhou anteriormente, como o diretor Tadeu Aguiar. O que pode nos dizer sobre sua volta neste espetáculo, com canções de um grupo que é amado por muita gente, inclusive pessoas que não necessariamente são fãs de musical?

“Desde “Xanadu” estava afastada dos palcos devido às gravações do Pé na Cova. Recebi o convite do ator, meu amigo e produtor do espetáculo Rodrigo Cirne, para fazer “Para Sempre, ABBA”. O Tadeu trouxe uma desconstrução para este espetáculo, tanto de cena como pelos arranjos feitos pelo Jules Vandystat. Fiquei muito feliz com essa oportunidade e principalmente por estar ao lado de amigos tão queridos de profissão”.

Sabrina vive a empregada Adenoide no humorístico da Rede Globo "Pé na Cova"
Sabrina vive a empregada Adenoide no humorístico da Rede Globo “Pé na Cova”

B!: Como é conciliar o trabalho na TV com o teatro e as aulas, alem da rotina para manter a boa forma? Você tem alguma dica para os aspirantes e novos atores no mercado?

“Eu sou workholic. Amo meu trabalho e o tenho como um misto de prazer, lazer e profissão. Então desde muito jovem sempre fiz muita coisa ao mesmo tempo e sempre dei conta de tudo. E estar em forma além de ser fundamental para saúde, é indispensável para o trabalho, principalmente para os musicais. A dica que tenho para os aspirantes é: Disciplina sempre e forca de vontade, porque nossa carreira é cheia de altos e baixos”.

B!: E quais são seus projetos futuros? Existe algo que possa contar para os leitores do B! ?

“Além da terceira temporada do “Pé na Cova”, tem projetos sim para o ano que vem, mas todos ainda pedem sigilo. Tem um em especial que é um texto inédito, escrito pelo autor Mauricio Alves, para mim e para o ator Gabriel Leone. É meu primeiro texto de teatro sem ser musical, com nome provisório “Fragmentos”.

Leia também:

Rodrigo Cirne e Sabrina Korgut falam sobre “Para Sempre, ABBA”

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