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Queen Latifah: de rainha do Rap à atriz de musical

 Ela é norte-americana, cantora, rapper e atriz: Dana Elaine Owens, mais conhecida como Queen Latifah, tem uma carreira cheia de histórias pra contar, marcada por muito talento e sucesso, mas também por escândalos e polêmicas. Seu nome artístico veio de um apelido dado por um primo de descendência muçulmana, onde “Latifah”, em árabe, quer dizer delicada e sensível… Significado esse que de impacto é questionável para essa rainha.

Nascida em 18 de março de 1970, em Newark – EUA, Queen começou sua carreira artística cedo, aos 17 anos entrou para um grupo de Rap feminino, “Ladies Fresh” e com 18, gravou o single “Wrath of MY Madness”, que antecedeu seu primeiro disco solo, “All Hail the Queencom o sucesso “Ladies First”, lançado em 1989 e atingindo o número de 150.000 cópias vendidas, Queen misturou ritmos como Soul, Dub Reggae, Dance e Hip-Hop, o que a colocou em destaque juntamente com as maiores referências do gênero na época e tudo porque com ela, o gênero ganhou “consciência feminista” ao abordar os pontos de vista da mulher em suas letras.

Em 1991, Queen lançou “Nature of a Sista”, mas foi com o disco “Black Reign”, com 480.000 cópias vendidas, que ela realmente ganhou espaço no meio, e tudo por conta de uma participação no seriado de TV “Living Sigle”. O disco foi dedicado ao irmão que foi morto em um acidente de moto e com isso, nasceu o hit “U.N.I.T.Y”. Nesse meio tempo, ela também se arriscava em outra área, resolveu mesclar sua carreira de cantora com a de atriz, e no mesmo ano entrou para o cinema, entre 1991 e 1993 integrou o elenco de quatro filmes: “Febre da Selva”, Uma Festa de Arromba 2”, “Juice” e “Minha Vida”. Mas nem só de glamour vivia a dama do Rap, com personalidade forte e uma leve fama de encrenqueira, a carreira que já brilhava deu seus primeiros sinais de que seria conturbada. Em 1996 ela foi presa duas vezes em menos de 75 horas; Em 3 de fevereiro com maconha e um revólver  – sem ter porte de arma, e em 6 de fevereiro por atacar um fotógrafo, além de ter passagem pela polícia por dirigir embriagada (ficou em liberdade assistida durante três anos, sendo obrigada a participar de um programa de recuperação de alcoólatras).

Mas mesmo entre os dramas e dilemas, Queen nunca deixou de conciliar a vida artística com a vida pessoal, e essa gangorra de altos e baixos em que vivia não a prejudicou, entre 1996 e 1999 estrelou mais cinco filmes : “Até as Últimas Consequências” (1996), “Hoodlum” (1997), Volta por Cima”(1997), “Esfera” (1998) e “O Colecionador de Ossos”(1999), e gravou mais um CD, intitulado de“Order Of The Court”(1998), “Vivendo no Limite” (1999), onde dublou Dispatcher… E como se não bastasse, ela ainda foi parar na televisão em um talk show diurno, o “Queen Latifah Show”, que ficou no ar de 1999 a 2001.

Em 2002 gravou seu 5º disco, “She’s the Queen: A Collection of Hits”, considerado um fiasco por ter conseguido atingir a marca de apenas 10.000 cópias vendidas. Porém, o cinema compensou a fase ruim e no mesmo ano ela fez “Barbeiragem Total” (2002), “Churrasco da Pesada” – atriz, produtora e roteirista (2002), “Pinóquio” – dublagem de Dove (2002) e Cha-Cha em “Beary e os Ursos Caipiras” (2002), e aceitou um convite premiado para se arriscar em uma nova área…

“Chicago”

Latifah se encontrou também no cinema musical e brilhou como Matron “Mama” Morton, no clássico  e premiadíssimo musical “Chicago”, dando vida a uma policial corrupta, uma carcereira durona do Condado de Cook e que faz uso de sua autoridade e seus acessos para se beneficiar explorando as presas. Nele, interpreta duas canções, “When You re Good to Mama” e “Class”, e sua impecável atuação lhe rendeu uma indicação ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante.

Chicago Plus: O filme foi adaptado de uma peça de teatro escrita em 1926. Foi orçado em 45 milhões e contou com um elenco brilhante, como Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones e Richard Gere, além de claro, Queen Latifah. No teatro, teve sua primeira montagem em 1975 e no Brasil ela chegou em 2004, no Teatro Abril, com Selma Reis (no papel que foi interpretado por Queen no cinema), Daniele Winits, Adriana Garambone e Daniel Boaventura no elenco. Em Nova York, você ainda pode assisti-lo no Ambassador Theatre – em cartaz desde 1996.

Nos cinco anos seguintes, fez mais filmes do que música. “A Casa Caiu” – atriz e produtora (2003),Todo Mundo Em Pânico 3” (2003), “As Férias da Minha Vida” (2004), “Um Salão do Barulho ” – atriz e produtora (2004), Táxi (2004) e “The Cookout” – atriz eprodutora (2004). Voltou à televisão como Eve Simone, Irmã de Shelly, no Episódio “Sister, Sister” em sua 1ª Temporada, encontrou tempo para lançar o 6º disco, chamado The Dana Owens Album” e que depois de tantos filmes e do sucesso a elevando, atingiu sua melhor marca, de 510.000 cópias vendidas. Emendando um trabalho no outro, após um ano retomou o as telonas e estreou como dubladora em “A Era do Gelo 2”dublagem da elefoa Ellie (2006), “Mais Estranho que a Ficção” (2006),The Muppets Wizard of Oz (TV)”como Aunt Em (2006), “Juntos Pela Vida” – atriz e produtora (2007), e por ele venceu o Golden Globe Award…

Depois de tantos dramas, comédias e suspenses, pinta um novo filme musical, grande sucesso na Broadway e aqui: “Hairspray” – O filme norte-americano de 2007 se passa em 1962 e relata o sonho de todos os adolescente de Baltimore, aparecer no The Corny Collins Show, um famoso programa de dança da televisão e que está em busca de uma nova dançarina. O contexto histórico toma parte do protagonismo no filme, na medida em que é promovida a integração racial por oposição à separação que se verificava na época e Queen Latifah entra como Motormouth Maybell, apresentadora do concurso – e como o programa não deixa negros e brancos dançarem juntos, as apresentadoras se dividem e Maybell tem apenas um dia por mês especifico para fazer isso. Uma campanha é promovida para deixar que isto exista e no fim, após conseguir unir o programa e as raças, é a filha de Motormouth Maybelle que ganha o concurso. E o que parecia uma tarefa difícil para Queen, que era a de assumir o papel originado pela lendária Ruth Brown, se torna fácil, pois ela acaba demonstrando carisma. Nele, interpreta quatro canções: “Big, Blonde & Beautiful”, “I Know Where I´ve Been”, “You Can’t Stop the Beat” e “Come So Far (Got So Far to Go)”.

“Hairspray”

Hairspray Plus: O filme foi dirigido por Adam Shankman com roteiro adaptado de um filme do cineasta independente John Waters e de uma peça teatral de sucesso na Broadway, ambos com o mesmo nome. O ponto de atenção está sobre Edna Turnblad, interpretada por John Travolta, a mãe de Tracy Turnblad, é uma jovem que adora dançar e impressiona os juízes do programa, o que lhe rende um espaço na atração. O seu sucesso acaba ameaçando a hegemonia de Amber von Tussle, ambas desejam o título de “Miss Hairspray e a disputa entre elas torna-se mais acirrada quando as duas jovens se interessam pelo mesmo rapaz, Link Lark (Zac Efron). No Brasil, o musical estreou no Teatro Bradesco em 2009, com Edson Celulari no papel de Travolta (Edna), Simone Gutierrez (Tracy), Daniele Winits (Amber), Jonatas Faro (Link) e Graça Cunha como Maybelle (Queen).

Ainda em 2007 foi narradora do documentário “Arctic Tale” e no longa No Natal a Gente se Encontra” – atriz e produtora (2007), “Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (2008), “Jogo de Amor em Las Vegas” (2008), “A Vida Secreta das Abelhas(2009), “A Era do Gelo 3” – dublagem da elefoa Ellie (2009), e mesmo depois de dois filmes, lançou seu último álbum, que leva o nome de “Persona”.  Segue com “Jogada Certa” – atriz e produtora (2010), “Idas e Vindas do Amor” (2010), “O Dilema” (2011), “A Era do Gelo 4” – dublagem da elefoa Ellie (2012) e por fim, o seu mais recente filme e que é um musical, “Canção do Coração” (2012). Nele, coloca sua voz em quatro canções: “Not Enough”, “Fix Me, Jesus”, “Superior Medley” e “Ele é tudo”.

“Canção do Coração”

Canção do Coração Plus: estrelado por ela e Dolly Parton no papel de G.G. Sparrow. Praticamente vizinhas e muito envolvidas com o coral da pequena cidade onde moram, precisam lidar com a “rivalidade”. Rose Hill (Queen) é escolhida para assumir o grupo e isso as instiga ainda mais a competir. E quando o jovem Randy (Jeremy Jordan) chega com ideias novas, quebrando certos tabus, as duas descobrem que vale a pena deixar de lado as diferenças para unir forças e virar o jogo na disputa pelo título.

Mas a diva que pode ser considerada uma “show woman”, e é conhecida por trilhar uma carreira longa e com destaque em diversas áreas, ainda se mostra com tino para os negócios; Queentem seu próprio perfume,Queen by Queen Latifah”, assinado pelo perfumista  Steve Demercado, já lançou sua própria linha de maquiagem para peles negras e outra de lingerie, especializada em gordinhas. Ela que nunca fez do seu peso um tabu vendo nele um problema, está sempre entre as mais bem-vestidas na mídia e inspira mulheres no tamanho “plus size” a ter elegância e sensualidade.

E disposta e disponível para encarar novos projetos, com a moda dos programas de competição musical, em parceria com o produtor executivo Dave Broome, ela idealizou e se acertou com o canal americano CW, Queen é também a produtora do Reality Show de novos talentos, The Star Next Door”, com Joe Jonas (do trio Jonas Brothers), Gloria Estefan, John Rich e o rapper Nelly como mentores. Eles viajaram pelos EUA e ao contrário dos outros programas, que buscam um “ídolo”, a busca é por uma “estrela da música” e eles mesmos foram à caça. E como tudo o que a “dama do rap” faz, de fato acontece, vida longa aos seus projetos… e que venha o próximo!

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