E a estrada de tijolos amarelos leva ao… Mágico de Oz!

Após levar para o palcos os últimas dias de Judy Garland em uma temporada recheada de críticas positivas e indicações a prêmios, Charles Möeller e Cláudio Botelho montam o seu 31º musical juntos: O Mágico de Oz. O clássico, que tornou famosa Judy Garland em 1939, estreou no dia 8 de junho no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro. No elenco, a já veterana Malu Rodrigues encarna a protagonista Dorothy Gale, ao lado de Lúcio Mauro Filho (O Leão Covarde), Pierre Baiteli (O Espantalho), Nicola Lama ( O Homem de Lata), Bruna Guerin (Glinda, a Bruxa Boa do Norte) e André Falcão (Tio Henry). Os também “globais” Carlos Miéle e Maria Clara Gueiros dão vida ao Mágico de Oz e a vilã da história, A Bruxa Má do Oeste.

Não se pode esquecer do espetáculo à parte de Sage e Donatella, os cãezinhos que dão vida a Totó, a inseparável mascote de Dorothy. Esta é a primeira montagem oficial brasileira, que tem como base o filme de mesmo nome. O espetáculo é fruto de uma parceria com a Aventura Entretenimento é o mais caro montado pela dupla, orçado em R$ 9 milhões. Os direitos foram comprados da Royal Shakespeare Company em 2011. A versão brasileira possui alguns aspectos diferentes da inglesa original, devido aos ajustes feitos por Botelho, Möeller e os produtores Luiz Calainho e Aniela Jordan.

Um dos exemplos é a adição de um personagem, o fauno Ciclone, que nas palavras de Charles é “criatura demoníaca e ao mesmo tempo clownesca, que tem o bem e o mal, e que ajuda a contar a história”. Quem interpreta a estranha figura é o   bailarino e acrobata ucraniano Kostya Beiruk, que literalmente aterrissou no meio dos ensaios de O Mágico de Oz. Veja mais detalhes no vídeo abaixo:

O espetáculo estreou em Londres no ano passado com uma versão criada por nada menos do que o próprio Andrew Lloyd Webber. Sim, o pai de “O Fantasma da Ópera“, “Evita“, “Cats” e outros espetáculos de sucesso. A protagonista foi interpretada por Danielle Hope, descoberta em um reality show realizado pela produção do musical. Outra participação ilustre foi Michael Crawford (o  primeiro Fantasma da Ópera), no papel do Mágico. Mr Webber também acrescentou composições próprias ao musical, como a canção “The Red Shoes Blues”, apresentada pela Bruxa Má do Oeste, interpretada por Hannah Waddingham.

A produção nacional está tão bem feita que até o site internacional Broadway World.com escreveu uma resenha dizendo que o versão brasileira “é um monumento ao teatro musical contemporâneo no Brasil“.  E o autor do texto completa: “Möeller e Botelho se movem em um incrível caminho paralelo para encontrar a sua própria e única estrada de tijolos amarelos“. 

É isso que nos faz admirar os trabalho dessa dupla. Eles não se contentam em apenas “copiar” o que é feito lá fora. Em qualquer produção internacional adaptada pelos dois é sempre possível ver traços próprios, únicos.  O espetáculo tem atraído muita gente à Praça Tiradentes. Para quem mora no Rio de Janeiro, sabe que o local é um monumento vivo ao teatro brasileiro. Afinal, ao lado do João Caetano está o lendário Carlos Gomes, que no ano passado recebeu o eletrizante “Tim Maia Vale Tudo – O Musical“.

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