‘Titaníque – O Musical’ transforma o clássico ‘Titanic’ em comédia musical no Rio de Janeiro
Com Alessandra Maestrini, Marcos Veras, Giulia Nadruz e Luis Lobianco no elenco, espetáculo combina paródia, humor irreverente e sucessos de Céline Dion em temporada no Teatro Claro MAIS RJ

O espetáculo Titaníque – O Musical chega ao Teatro Claro MAIS RJ, em Copacabana, com temporada anunciada até 8 de novembro de 2026. Inspirada no filme Titanic (1997), dirigido por James Cameron, a produção transforma a história de amor entre Jack e Rose em uma comédia marcada pelo exagero, por situações absurdas e por canções que consagraram a cantora canadense Céline Dion.
Com direção geral de Gustavo Barchilon, a montagem brasileira reúne Alessandra Maestrini, Marcos Veras, Giulia Nadruz, Luis Lobianco, George Sauma, Wendell Bendelack e Talita Real. Após uma temporada de sucesso em São Paulo, a produção chega ao Rio de Janeiro com uma encenação própria, que combina referências ao cinema, à música pop e à tradição do humor teatral brasileiro.
Qual é a história de ‘Titaníque’?
Criado por Tye Blue, Marla Mindelle e Constantine Rousouli, Titaníque apresenta uma releitura cômica do filme Titanic. Na trama, Céline Dion assume o papel de narradora e conduz o público por uma versão fantasiosa dos acontecimentos a bordo do transatlântico, com reviravoltas que subvertem a história conhecida pelo público.
Em vez de reproduzir o tom dramático do longa-metragem, a produção aposta na paródia, no nonsense e no exagero teatral. A história de Jack e Rose serve de ponto de partida para uma comédia que brinca com o imaginário criado pelo filme e com a trajetória musical de Céline Dion.
A trilha sonora inclui sucessos como My Heart Will Go On, tema associado ao longa de James Cameron, além de It’s All Coming Back to Me Now e All By Myself. As canções são incorporadas à narrativa e ganham novos sentidos dentro da proposta humorística do espetáculo.
Elenco reúne nomes do teatro, da televisão e do humor
A montagem brasileira conta com artistas de diferentes áreas do entretenimento. Alessandra Maestrini interpreta Céline Dion, enquanto Marcos Veras assume o papel de Jack e Giulia Nadruz interpreta Rose. Luis Lobianco vive Ruth, mãe de Rose; George Sauma interpreta Cal; Wendell Bendelack dá vida a Victor Garber; e Talita Real interpreta Molly Brown.
A encenação foi concebida especialmente para o público brasileiro, com cenografia, figurinos e direção próprios. A proposta não é reproduzir fielmente a montagem estrangeira, mas estabelecer um diálogo com referências e formas de humor presentes no teatro nacional.
O diretor Gustavo Barchilon aproxima a produção da tradição do besteirol brasileiro, marcada pelo absurdo, pela paródia e pela quebra das expectativas. Nesse contexto, o exagero e a artificialidade da representação tornam-se parte da linguagem cômica, enquanto o público é convidado a reconhecer as convenções teatrais e a participar do jogo proposto pela encenação.
Como surgiu a comédia musical?
A comédia musical tem raízes em diferentes tradições do teatro popular europeu e norte-americano. Ao longo do século XIX, formas de entretenimento como a opereta, o vaudeville, o burlesco e as revistas musicais combinaram música, dança, humor e sátira, contribuindo para o desenvolvimento do teatro musical moderno.
Nos Estados Unidos, essas influências ajudaram a consolidar a Broadway como um dos principais centros mundiais do gênero. Um marco importante foi Show Boat, de Jerome Kern e Oscar Hammerstein II, que estreou em 1927 e se destacou pela integração entre canções, personagens e desenvolvimento dramático. A obra contribuiu para ampliar as possibilidades narrativas do teatro musical, que passou a explorar com mais profundidade os conflitos e as experiências dos personagens.
Ao longo do século XX, o gênero incorporou diferentes estilos musicais, formatos narrativos e referências culturais. As produções contemporâneas incluem tanto histórias originais quanto adaptações e paródias de filmes, livros e personalidades conhecidas. Titaníque segue essa vertente ao utilizar uma obra cinematográfica popular e canções consagradas para construir uma narrativa cômica própria.
Premiações e reconhecimento internacional
Desde sua estreia em Nova York, Titaníque conquistou espaço no circuito off-Broadway e alcançou diferentes mercados internacionais, com temporadas em cidades como Londres, Sydney, Toronto e Paris. A produção recebeu prêmios como o Lucille Lortel e o Off-Broadway Alliance Award, ambos ligados ao teatro nova-iorquino.
Em 2025, o espetáculo também foi reconhecido no Olivier Awards, uma das principais premiações do teatro britânico. Em 2026, recebeu quatro indicações ao Tony Awards, premiação que reconhece produções da Broadway, incluindo as categorias de Melhor Musical, Melhor Atriz em Musical, Melhor Ator Coadjuvante em Musical e Melhor Libreto, conforme as informações divulgadas pela produção.
No Brasil, a montagem foi premiada pelo Prêmio do Humor, idealizado por Fábio Porchat, na categoria especial de Melhor Elenco. Também concorreu nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Performance, esta última com indicação de Marcos Lanza, segundo a divulgação da equipe responsável pela produção.
Serviço: ‘Titaníque – O Musical’ no Rio de Janeiro
Onde: Teatro Claro MAIS RJ — Rua Siqueira Campos, 143, segundo piso, Copacabana, Rio de Janeiro (RJ).
Quando: De 10 de outubro a 8 de novembro de 2026. Consulte a programação e os horários das sessões.
Quanto: Consulte os valores e a disponibilidade dos ingressos.
Onde comprar: Plataforma Uhuu.



