Clássico do teatro brasileiro, “As Centenárias” ganha nova versão musical
Espetáculo de Newton Moreno ganha montagem inédita com músicas originais de Chico César e temporada no Sesc Bom Retiro

Quase duas décadas após se consolidar como um dos textos mais celebrados da dramaturgia brasileira contemporânea, “As Centenárias” retorna aos palcos em uma inédita versão musical. Com texto de Newton Moreno, direção de Luiz Carlos Vasconcelos e canções originais compostas por Chico César, o espetáculo chega ao Sesc Bom Retiro protagonizado por Juliana Linhares e Laila Garin, que assumem os papéis eternizados por Marieta Severo e Andréa Beltrão na montagem de 2007.
A trama acompanha duas mulheres centenárias que percorrem o sertão realizando rituais de despedida. Entre humor, emoção e poesia, a narrativa aborda temas como memória, ancestralidade, religiosidade popular e a força das tradições transmitidas oralmente ao longo das gerações. Nesta releitura musical, o texto de Newton Moreno ganha novos contornos sem perder a essência que o consagrou, ampliando sua potência dramática por meio das canções e reforçando a presença da cultura popular nordestina no centro da narrativa.
A ideia de transformar a peça em musical nasceu do desejo de Juliana Linhares e Laila Garin de dividirem o palco em um projeto que dialogasse diretamente com suas origens nordestinas. A proposta encontrou terreno fértil na dramaturgia de Newton Moreno, cuja relação com o universo das carpideiras já carregava uma forte dimensão musical. Além das protagonistas, o elenco conta com Leandro Castilho, responsável por interpretar mais de seis personagens ao longo da encenação, em um trabalho marcado por constantes transformações de corpo, voz e composição cênica.
A principal novidade desta montagem está justamente na presença da música como elemento condutor da narrativa. Ao todo, 16 canções inéditas foram compostas por Chico César, que também participa da criação das letras e tem suas composições integradas à dramaturgia. O processo de adaptação dialoga diretamente com os cantos, rezas e ladainhas que fazem parte do ofício das carpideiras, ampliando a dimensão poética da obra sem se afastar de sua essência.
A montagem reúne ainda uma equipe criativa que reforça o encontro entre teatro e música popular brasileira. A direção musical e os arranjos são assinados por Elísio Freitas, enquanto Vanessa Garcia responde pela direção de movimento e assistência de direção. A direção geral e produção artística são de Andréa Alves. Completam a ficha criativa Gabriel D’Angelo no desenho de som, Elisa Tandeta na iluminação, Aurora Campos na cenografia, Kika Lopes e Heloisa Stockler nos figurinos e Mona Magalhães no visagismo.
SERVIÇO:
Onde: Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo
Quando: até 14 de junho de 2026 (não haverá apresentações nos dias 23 e 24 de maio)
Sessões: quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 18h.
Sessões extras nos dias 5, 12 e 13 de junho, às 15h.
Não haverá apresentações nos dias 23, 24 de maio e 13 de junho, às 20h.
Quanto: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (Credencial Plena)
Vendas: pelo site do Sesc São Paulo e nas bilheterias das unidades do Sesc no estado.
Venda online: desde 5 de maio, às 17h
Venda presencial: desde 6 de maio, às 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 110 minutos
Informações: sescsp.org.br



