Especial: No ‘Dia da Dublagem’, atores do Teatro Musical relembram seus papéis mais marcantes

Os fãs de cinema e os donos de vozes marcantes que podemos ouvir em todo tipo de tela celebram no dia 29 de junho o “Dia do Dublador”. A arte de colocar uma intenção, passar uma emoção, dar vida a um corpo diferente do seu, seja ele em versão animada ou não, é desafiadora na grande parte das vezes, mas para quem trabalha com isso, é proporcionalmente gratificante e recompensador o poder de marcar uma época, fazer história e conquistar gerações.

Os tempos mudaram para os profissionais da voz. Há muito tempo atrás, era comum ver estúdios como a Disney escolherem duas vozes para um mesmo papel de um longa musical, sendo uma para a voz falada e outra para a voz cantada, mas de alguns anos para cá,  o processo vem se unificando e os “triatletas dos palcos”, como são chamados os profissionais de teatro musical, que dominam a interpretação, o canto e a dança simultaneamente, passaram a ter oportunidades no mundo da dublagem e seus talentos reconhecidos nos mais disputados testes do mercado.

São centenas de horas de gravação em estúdio, dezenas de repetições frase por frase e nota por nota, um mergulho profundo em uma história que talvez precisasse de meses, mas por vezes é feito em dias, e um cuidado que passa pela direção de cena, a direção musical e por aprovações de peso internacional.
O misterioso e mágico universo que envolve àquele que recebe um convite especial – e sempre sigiloso -, para dar vida, cores e tons a personagens inesquecíveis, de velhas e novas infâncias, se revela (pelo menos um pouco) nessa matéria especial, onde o B! bateu um papo exclusivo com 17 grandes nomes que brilham não só nos palcos, mas também nas telas, e que, através de depoimentos divertidos e emocionantes, relembraram alguns de seus personagens mais especiais! Confira e “bom filme!”!

 

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Adriana Quadros – É dona de uma voz cheia de personalidade. Esteve em cartaz com musicais como “As 4 Faces do Amor”, “Baby – O Musical”, “Rádio Nacional”, “Mudança de Hábito” e “Wicked”. A atriz computa também participações em novelas e séries da Rede Globo, Record e GNT.

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Andrezza Massei – É veterana nos palcos e bastante conhecida por sua veia cômica. Integrou o elenco de grandes produções como “A Bela e a Fera”, nas duas montagens, “Cats”, “Mamma Mia”, “Priscila, Rainha do Deserto”, “A Madrinha Embriagada”, “We Will Rock You”, “Les Misérables”, “Sunset Boulevard”. Seu próximo papel será em “Chaves – Um Tributo Musical”, no papel de Dona Clotilde.

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Any Gabrielly – Despontou no meio artístico como uma das jovens Nalas na montagem brasileira de “O Rei Leão” e “Menino Maluquinho – O Musical”. Desde 2017 representa o Brasil como integrante do grupo musical global “Now United”, que é fenômeno pelo mundo.

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Claudio Galvan – Artista multifacetado, é um ator lírico, bailarino clássico, cantor e dublador reconhecido há mais de 20 anos. Sua voz pode ser ouvida em personagens mundialmente conhecidos como Pato Donald e Ursinho Pooh. Trabalhou em novelas e integrou o elenco de musicais como a primeira montagem de “Rocky Horror Show”, “A Família Addams”, “O Rei Leão”, “Antes Tarde do Que Nunca”, “Forever Young”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”,, “Os Produtores”, entre outros.

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Gabi Porto – É um dos talentos da nova geração do teatro musical no Brasil. Esteve presente nos espetáculos “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade”, “Todos Os Musicais de Chico Buarque”, “Ordinary Days”, “Beatle Num Céu De Diamantes”, “Rent”, entre outros.

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Giulia Nadruz – Também conhecida na nova geração, traz na carreira musicais como “Fame”, “Mamma Mia”, “Para Sempre ABBA”, “Um Violinista no Telhado”, “O Elixir do Amor”, “Shrek”, “Cinderella – Um Musical da Broadway”, “Ghost”,  “Tick, Tick… Boom” e atualmente alterna o papel de Christine em “O Fantasma da Ópera”.

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Gottsha – É um dos nomes mais conhecidos do teatro musical no Rio de Janeiro e São Paulo, tendo participado de diversos musicais da dupla Möeller & Botelho, como “As Malvadas”, “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que Me Amava”, “Tudo é Jazz”, “Godspell”, “Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força”, “A Noviça Rebelde”, “Como Eliminar Seu Chefe” e “Rocky Horror Show”.

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Hugo Bonemer – Com papeis bastante diferentes nos palcos, protagonizou musicais como “Bark” – Um Latido Musical”, “Hair”, “Rock in Rio – O Musical”, “Ordinary Days”, “Yank!” e “Ayrton Senna – O Musical”. Cinéfilo assumido, apresenta um programa sobre o universo dos filmes no canal fechado L!KE.

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Ivan Parente – Dividindo a carreira entre a música, o teatro, a TV e a dublagem, seu nome está presente em grandes produções há quase 20 anos, entre elas “Les Misérables”, as duas montagens, “Alô, Dolly!”, “A Madrinha Embriagada”, “O Homem de La Mancha”, “Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos”, entre outras. Atualmente pode ser visto no ar com a novela “As Aventuras de Poliana”, no papel de Lindomar, e em breve no elenco do musical Madagascar, como o Girafa Melman.

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Kacau Gomes – Sempre dividida entre musicais do eixo Rio-São Paulo, a atriz, cantora e dubladora integrou produções como “Rocky Horror Show”, “South American Way”, “Godspell”, “Tudo é Jazz”, “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava”, “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”, “Rock in Rio – O Musical”, “Love Story”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, e atualmente dobra em “Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade” em SP e “Quebrando as Regras” no RJ. Em paralelo fez icônicas dublagens, foi backing vocal de grandes nomes da música, emplacou hit em trilha de novela, e atuou na TV.

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Kiara Sasso – É um dos nomes mais reconhecidos do teatro musical brasileiro, com uma carreira de protagonistas de peso. Esteve à frente das primeiras montagens de “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que Me Amava”, “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “A Noviça Rebelde” e “O Homem de La Mancha”, integrou ainda o elenco de “Miss Saigon”, “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”, “Mamma Mia!”, “Hair” e “A Madrinha Embriagada”. Como produtora, conquistou o público com a fábula musical original “O Palhaço e a Bailarina”. Atualmente é proprietária do espaço Broadway Center e se prepara para produzir e estrear o musical “A Casa das Sete Mulheres” em 2021.

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Lara Suleiman – Parte da geração de novos talentos, seu primeiro grande trabalho nos palcos foi na segunda montagem de “Les Misérables”, onde foi cover de Eponine. Integrou também o elenco de musicais como “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte” e “Tick, Tick…. Boom”. Estreou na dublagem em 2019, já como uma princesa da Disney.

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Leandro Luna – Com grandes musicais no currículo, já pôde ser visto em produções como “Priscila, Rainha do Deserto”, “Vingança”, “Chaplin – O Musical”, “Meu Amigo Charlie Brown”, “Pacto – A História de Leopold e Loeb” e “Aparecida – Um Musical”.

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Nando Pradho – Nome de peso que conquistou sucesso no teatro musical brasileiro, protagonizou grandes produções como “O Fantasma da Ópera”, “Miss Saigon”, “Les Misérables” (no Brasil e no México) e “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”.

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Rodrigo Miallaret – Destacando-se como ator e também diretor, integrou a primeira montagem de “Les Misérables”, que lhe abriu caminho para outras grandes produções como “O Fantasma da Ópera”, “Jekyll e Hyde – O Médico e o Monstro”, “Harispray”, “Crazy For You”, “Mudança de Hábito”, “We Will Rock You” e “Forever Young”. Atualmente é diretor residente da montagem de “O Fantasma da Ópera”, em cartaz no Teatro Renault, onde também divide-se na função de cover.

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Saulo Vasconcelos – Nome importante da chamada “Geração de Brasília”, um grupo de talentos do teatro musical oriundos da capital do país que conquistou sucesso no teatro musical e abrilhantou diversos musicais. Entre seus principais trabalhos, destaque nas primeiras montagens de “O Fantasma da Ópera”, tendo interpretado o papel-título no México e no Brasil, “Les Misérables”, “A Bela e Fera” e “A Noviça Rebelde”. Integrou ainda o elenco de “Aida”, “Cats”, “Mamma Mia”, “Priscila – A Rainha do Deserto” e “A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha”.

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Thiago Machado – Destaque entre os talentos da nova geração, sua carreira traz papeis importantes em musicais como “Mamma Mia”, “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”, “Mudança de Hábito”, “Os 10 Mandamentos”, “Cantando na Chuva”, “Rocky Horror Show”, “Rent”, “Tick, Tick… Boom”, “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, e nas próximas semanas em “Pippin”, temporada de São Paulo a estrear no Teatro FAAP.

Entrevista: Márcio Simões, a voz por trás do Gênio da Lâmpada, de “Aladdin”, há 27 anos

Assistir a um filme dublado sempre divide opiniões. Há quem prefira as vozes originais, mas há também quem tenha se acostumado com uma referência antiga e não consiga se desconectar da famosa “memória auditiva” e muitas vezes, emotiva. Normalmente é o que acontece com profissionais como Márcio Simões, considerado um dos maiores nomes da dublagem no Brasil há mais de 30 anos, e que contou com exclusividade ao B! sobre essa trajetória de sucesso e seu retorno ao longa do momento, o live-action “Aladdin”, recorde de bilheteria nos cinemas desde seu lançamento, em 23 de maio.

O carioca responsável por dar voz a dezenas de personagens interpretados por grandes nomes de Hollywood, além das famosas animações, carrega consigo muitos marcos desde 1986, quando, apesar de formado em Engenharia Civil na UFRJ, decidiu apostar em algo com que se identificava desde pequeno. “Quando eu era criança adorava imitar desenho animado, fazer as vozes dos personagens da minha época, e sempre pensei assim: ‘- caramba, bem que eu poderia ser tradutor!’ – naquele tempo eu não tinha ideia do que era ser dublador. Ai o tempo passou, eu me formei, não exerci, e logo entendi que não tinha nada a ver com a Engenharia. Eu fui trabalhar em rádio, trabalhei na Globo FM, na Estácio, e na época em que estava na Estácio pintou o curso do Newton da Matta, lá na faculdade mesmo, e me interessei. Como eu já trabalhava na rádio, fiz curso e enfim, estou aí até hoje”, conta.

Mas se engana quem pensa que ele conquistou grandes papéis rapidamente, pois os testes sempre fizeram parte da trajetória de Márcio – que precisou de alguns anos para conquistar seu espaço entre os principais produtores da época, além do respeito de colegas de profissão. Uma escada de aprendizado foi subida degrau por degrau através de diversos trabalhos menores, de pouca fala e muito vozerio – termo que se usa para cenas em que o encontro de várias vozes acontece, encorpando um ambiente publico. “No início foi difícil, porque eu tinha que provar para os diretores que eu era bom, mostrar o meu trabalho, e isso naquela época levava um bom tempo, levava anos, a gente não tinha essa oportunidade assim tão rápido, as coisas não aconteciam como hoje em dia, então a gente passava um tempo até as pessoas conhecerem e gostarem da gente. Só depois desse processo que era escalado para coisas melhores”, relembra.

No meio dessas “coisas melhores” surgiu um convite que se tornaria o divisor de águas na carreira de Márcio Simões, fincando sua bandeira na história da dublagem. O desafio era dar vida ao Gênio da Lâmpada, da animação de “Aladdin”, um dos maiores clássicos da Disney lançado em 1992. A voz original foi dada por Robin Williams, que também se consagrou no papel, mas antes de viver essa responsabilidade tamanha, ele quase deu vida ao mais famoso caranguejo de Walt Disney.
“Eu fui chamado para fazer o teste para o Sebastião, de ‘A Pequena Sereia’ (1989), mesmo sem os diretores me conhecerem tanto. Eu já tinha feito algumas coisas legais, mas aquela confiança necessária da época ainda não tinha. Acabou que não consegui chegar no teste na hora e fui substituído, fiquei chateado pra caramba, mas ele acabou sendo dublado pelo André Filho, que fez maravilhosamente bem. O tempo passou e o desenho seguinte que veio foi o ‘Aladdin’, então o diretor que tinha me escalado naquela época acabou me chamando de novo. Eu fiz o teste com mais três pessoas e ganhei. O Telmo, que foi o diretor, ainda não era muito seguro quanto ao meu trabalho, mas ele foi vendo a coisa acontecer, a gente se adaptando ao que precisava na hora, e fui começando a ganhar mais confiança. Só depois que fiz o trabalho do ‘Aladdin’ que passei a ser reconhecido pelos colegas como um bom dublador e os diretores começaram a me dar mais oportunidades, as portas foram se abrindo”, explica ele, lembrando ainda que, antigamente, o processo para ocupar um lugar nesse mercado vinha muito do boca a boca, da indicação entre os criativos do meio.

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Agora, quase três décadas depois, a voz que eternizou o grande amigo azul de Aladdin está de volta na versão live-action, que conta ainda com Daniel Garcia, Lara Suleiman e Rodrigo Miallaret no time de dubladores, e diferente do que muitos pensam, ele não foi diretamente escolhido para reviver o personagem, mesmo sendo considerado o dublador oficial de Will Smith no Brasil: “Nesses 27 anos eu também dublei o Robin Williams em vários filmes depois do Gênio, mas tive que gravar um teste de canção e cena, que foi enviado para a Disney para eles aprovarem lá. E mesmo depois de aprovado, se não tivesse ficado bom, eles pediriam para refazer, então não tem muito essa coisa de ‘-ah, mas tem que ser o Marcio Simões!’. Infelizmente hoje em dia isso não conta mais, é uma pressão legal, mas é o cliente que decide. Se eles tivessem optado por colocar um cantor, ou um ator-cantor de musical, que é o que tem acontecido ultimamente, seria assim e pronto, mas eu dei sorte. Fiz o teste, eles gostaram e foi, de novo, um bom trabalho”, comemora.

O longa musical que superou a bilheteria de “Vingadores” no país ganhou contornos mais modernos com o trio protagonista vivido por Mena Massoud, Naomi Scott e Will Smith, e por mais referências que Márcio pudesse ter sobre o papel, ele precisou ser tateado do zero, e as diferenças encontradas foram trabalhadas na adaptação através de orientações do estúdio e muito feeling. “Na verdade a orientação que eu tive da Disney para esse filme foi: ‘- esquece o Robin Williams, esquece que ele fez. Se concentra no que o Will Smith fez e faz exatamente igual’. E ai eu, junto com o diretor de dublagem e o diretor de canção, decidimos fazer frase por frase, com calma, para poder pegar tudo que ele fez e repetir, fazer igualzinho a ele, do jeitinho que ele fez, porque ele criou esse novo personagem né?! Ele fez uma homenagem ao Robin Williams, mas sem deixar de imprimir a característica dele, então tive que fazer exatamente assim, e por exemplo, aquelas imitações que o Robin fez, o Will não fez, ele se concentrou em dar aquela cara para o personagem, fazer uma coisa mais rapper, mais hip hop, daquele jeitão dele mesmo, e foi nisso que me concentrei também”.

Não é difícil encontrar quem diga que a famosa “magia Disney” impacta positivamente a vida de quem tem a oportunidade de trabalhar com ela. A possibilidade de “se tornar um personagem” é sonhada por muitos artistas, especialmente os dubladores, e Márcio ainda foi mais longe, dando voz a outros três conhecidos vilões,  Hopper de “Vida de Inseto”, Hades de “Hércules” e Randall Boggs de “Monstros S.A”, ao peixe Gill de “Procurando Nemo” e ao amigo de Lilo, Stitch, mas o seu carinho especial pelo Gênio é mesmo inegável, bem como o cuidado que tem com este trabalho, em suas duas vivências. “É claro que isso (de se tornar um personagem), para qualquer profissional da nossa área, é sensacional. Poder ter a chance de fazer um trabalho legal para a Disney, passar no cinema, na televisão, isso é claro que tem uma força danada na nossa carreira, projeta a gente bastante. Eu faço qualquer trabalho com muito cuidado, mas um trabalho para cinema, um trabalho de animação, voltado para as crianças, a gente tem um cuidado maior ainda, porque tem que pensar nas labiais, tem que ser engraçado, ser cativante, então isso é um negócio que, pra gente é um presente, poder fazer de novo esse trabalho como eu fiz, é um presente, de verdade!”.

Presença marcante na trilha sonora da história, Márcio solta a voz com segurança nas clássicas canções “A Noite Da Arábia”, “Nunca Teve Um Amigo Assim” e “Príncipe Ali”, e tudo porque além do trabalho como ator e dublador, ele é também músico e se aventura como cantor, tendo inclusive integrado uma banda e gravado um disco pela Som Livre, mas nada em que, nesses anos todos, tenha se empenhado profissionalmente. Outra curiosidade é o fato dele nunca ter participado de nenhuma produção teatral musical, embora apresente todos os pré-requisitos para isso, mas eis aí uma ideia que ele também não descarta. “Eu me divirto tocando violão, guitarra e cantando. Nos trabalhos que faço, aí sim, eu tento caprichar, mas não sou um cantor de teatro musical, eu sou um ator, um dublador que também canta. E eu até gosto de musicais, mas não acompanho de perto, nunca pensei em fazer um… Mas quem sabe, se algum dia tiver uma proposta, pode ser que eu me interesse, eu vou sim”, finaliza.

E o ator, cantor, dublador e músico, dividido em outras mil facetas de tantos personagens, tem um recado especial pra você, que sonha em entrar para o mágico mundo da dublagem, aperte o play e confira!

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“Frozen” e as novidades do Oscar 2014

Recentemente, foi anunciada a lista dos filmes indicados ao Oscar 2014, que inclui obras como “O lobo de Wallstreet” e “Clube de Compras Dallas”. Neste ano, não há adaptações de musicais para o cinema, como aconteceu em 2013 com o clássico “Les Misérables“, que rendeu o Oscar de “Melhor Atriz Coadjuvante” à atriz Anne Hathaway, mas o gênero está bem representado pela animação Frozen, indicada nas categorias “Melhor Canção Original” e “Melhor Animação”.
Sucesso de público, crítica, e bilheteria, o filme conta com Idina Menzel (Rent, Wicked e If/Then) Jonathan Groff (Spring Awakening) e Santino Fontana (Cinderella, Sunday in the park with George e Billy Elliot) como dubladores dos personagens.

November 1st, 2013 @ 20:51:56
Animação conta dublagem de Idina Menzel, Jonathan Groff e Santino Fontana, astros da Broadway

“Frozen” chegou aos cinemas norte-americanos no fim do ano passado, desbancando grandes favoritos como “O hobbit – A desolação de Smaug”. Em 03 de janeiro deste ano, o longa-metragem chegou ao Brasil e logo se tornou a animação mais bem sucedida da Disney desde o lançamento de “O Rei Leão”, conquistando também o Globo de Ouro de “Melhor Animação”.

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Idina Menzel dubla Elsa.

O CD oficial com as canções do filme, que traz uma faixa exclusiva de Demi Lovatto cantando o tema Let it Go, chegou ao topo da Billboard, se transformando em hit em pouco mais de dois meses. O sucesso é tanto, que a divisão teatral da Disney decidiu transformar “Frozen” em um musical para os palcos da Broadway, seguindo os clássicos padrões deA Bela e a Fera, O Rei Leão e o mais recente Aladdin, que estreia em previews no próximo dia 26.

Para os fãs de musical a espera pela noite do Oscar é grande, não somente pela entrega das estatuetas, que será feita pelas mãos de várias estrelas, inclusive de filmes musicais, como Anne Hathaway, John Travolta, Zac Efron, Amy Adams e Ewan McGregor, mas também por um inédito número musical que será realizado por Idina Menzel; A atriz aceitou o convite para cantar “Let it Go”, tema da animação onde empresta a voz para a personagem Elsa, durante a cerimônia da academia.

►A  86ª entrega do Oscar®, acontece dia 02 de março, à partir das 20h30, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal fechado TNT.

E se… “Wicked” fosse uma animação da Disney?

A resposta está no trabalho do animador e artista de desenvolvimento visual Minkyu Lee. O criativo desenvolveu esboços dos personagens do musical, que completou 10 anos em cartaz na Broadway em 2013. Os desenhos foram criados enquanto o animador estudava na CalArts e fazia estágio na Disney. Entre os trabalhos de Lee estão as animações “A princesa e o sapo” e a mais recentemente, “Frozen“, que estreou nos cinemas norte-americanos no começo deste mês e conta com a participação de Idina Menzel como dubladora.

Confira abaixo o trabalho de Lee e escolha o seu favorito!

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Galinha Pintadinha se despede de temporada

Por toda parte ela vem vidrando os olhares de crianças de todas as idades, suas músicas estão na ponta da língua de diversas gerações, afinal, a simpática Galinha de cor azul e cheia de pintinhas brancas, trás de volta aos tempos mais modernos uma série de canções infantis que nunca saíram de moda.

Desde que surgiu na internet, em 2006, conquistou milhares de fãs ao “cantar” clássicos de bichinhos muito conhecidos como o sapo – que não lava o pé, o pintinho – que é amarelinho, a barata – que tem sete saias de filó, os dez indiozinhos – no pequeno bote, o coelhinho – que ganha uma descrição sobre seus olhos, pelo e pulos, a borboletinha – que faz chocolate na cozinha, e muitos outros personagens, que já nos foram apresentados a várias décadas.
Saindo dos DVD’s e ganhando os palcos, os criadores da Galinha PintadinhaJuliano Prado e Marcos Luporini, em parceria com a marca de fraldas Pampers, deram vida ao espetáculo “Galinha Pintadinha – O Musical”.