Priscilla será Susi em musical que celebra os 60 anos da boneca
Aos 60 anos, ícone da infância brasileira ganha musical inédito com direção de Ulysses Cruz, texto de Mara Carvalho, músicas de Thiago Gimenes.

Poucos ícones do imaginário brasileiro atravessaram tantas décadas mantendo relevância, memória afetiva e poder simbólico quanto a boneca Susi. Lançada em 1966, ela completa 60 anos como um retrato sensível — e agora também crítico — das transformações culturais, sociais e estéticas do país. É a partir desse marco histórico que nasce “Susi, o Musical”, espetáculo que estreia em 21 de fevereiro, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com ingressos já à venda pela Sympla e na bilheteria do teatro.
Apresentado pelo Ministério da Cultura e com patrocínio do Itaú, o musical transforma a boneca criada pela Estrela em uma personagem viva, múltipla e contemporânea, capaz de dialogar com diferentes gerações por meio da linguagem do teatro musical.
Um encontro entre memória, crítica e imaginação
Idealizado e escrito por Mara Carvalho, o espetáculo parte de uma pergunta simples e poderosa: o que acontece quando um ícone nacional da infância tenta reafirmar seu lugar em um mundo dominado por padrões importados, consumo acelerado e imagens filtradas? A resposta surge em uma dramaturgia que costura fantasia, humor e reflexão, sem abrir mão do afeto que acompanha a história da boneca ao longo de seis décadas.
A concepção e a direção são de Ulysses Cruz, que transforma o palco em um território simbólico onde sonho e realidade se cruzam. A encenação alterna o quarto de Victor, um menino absorvido pelo universo das telas, com o mundo onírico das bonecas, criando uma narrativa de rito de passagem marcada por conflitos internos, descobertas e confrontos com modelos impostos.
PRISCILLA é Susi: um diálogo entre gerações
Para dar vida à protagonista, o musical anuncia PRISCILLA, artista que iniciou sua trajetória ainda criança e construiu uma carreira sólida na música pop brasileira, expandindo sua atuação para os palcos e o audiovisual. Sua escolha reforça o diálogo entre passado e presente que estrutura o projeto: assim como Susi, Priscilla atravessou transformações, reposicionou sua imagem pública e consolidou sua identidade artística ao longo do tempo.
Em cena, Susi se multiplica em diferentes versões, que representam profissões, etnias e possibilidades, refletindo a pluralidade da mulher brasileira e sua resistência cultural diante de padrões importados. Mas o universo do musical não se limita à protagonista: a dramaturgia apresenta outros personagens icônicos do imaginário da boneca, incluindo figuras femininas e bonecos masculinos, que ajudam a construir esse mundo simbólico e ampliam o olhar sobre identidade, consumo, afeto e pertencimento. Esses papéis, interpretados por grandes nomes do elenco, serão revelados em breve.
Música como dramaturgia
A trilha sonora original é assinada por Thiago Gimenes, que também divide com Mara Carvalho as letras das canções. A música ocupa papel central na narrativa, funcionando como extensão do texto e revelando camadas emocionais dos personagens. A partitura transita por múltiplas sonoridades — do pop ao rock, da MPB ao rap e ao trap, passando por referências eletrônicas e ecos dos anos 1970 — acompanhando o ritmo das transformações vividas por Susi e Victor.
Um time criativo que amplia o universo da cena
A montagem reúne um amplo time de criadores, cada um responsável por expandir visual e sensorialmente esse universo. Rubens Oliveira assina as coreografias e a direção de movimento; Verônica Valle, o cenário; Deborah Casares e Caia Guimarães, os figurinos; Marcos Padilha, o visagismo; Aline Santini, o desenho de luz; e Gabriel D’Angelo, o desenho de som. A produção de elenco é de Vanessa Veiga, com direção executiva de Thiago de Los Reyes e produção executiva de Andresa Gavioli.
Com projeções visuais, diálogos afiados e um desfile final de caráter apoteótico, o espetáculo articula entretenimento e pensamento crítico, propondo uma experiência lúdica que revisita memórias afetivas sem perder de vista os debates contemporâneos sobre identidade, consumo, pertencimento e autoestima.
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SERVIÇO:
Onde: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP
Quando: 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas 20h, sábados e domingos 16h e 20h
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/
Classificação Etária: Livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 827 lugares



