Canção “Domingo no Parque” inspira musical inédito
A produção baseada no clássico de Gilberto Gil, símbolo da Tropicália, tem estreia marcada para janeiro de 2026, em São Paulo.

Um dos marcos do Tropicalismo e uma das composições mais emblemáticas da carreira de Gilberto Gil, “Domingo no Parque” chega aos palcos em uma nova leitura: um musical de forte identidade negra, dirigido por Alexandre Reinecke e com direção musical de Bem Gil. Com realização da Reinecke Produções em parceria com a Brancalyone Produções, a estreia acontece no Teatro Claro, em São Paulo, com temporada de 3 de janeiro a 8 de fevereiro de 2026, em sessões de quinta a domingo. A venda antecipada já está aberta.
A história se passa em Salvador, no bairro da Ribeira, durante o período da Ditadura Civil-Militar. João e José são amigos inseparáveis que se reúnem diariamente para jogar capoeira, até que a presença de Juliana, cantora e ativista política, abala a relação entre eles. No passado, Juliana viveu um romance intenso com João, interrompido quando ele engravidou a jovem Juci. Enquanto ele tentava recomeçar, ela seguiu a carreira artística, passou a cantar em bares e tornou-se uma voz de resistência contra a repressão. O reencontro entre os três reacende sentimentos, segredos e conflitos, culminando em uma grande roda de capoeira embalada pelo clássico de Gil — um desfecho potente para essa tragédia urbana repleta de drama, humor, romance e suspense.
Para contar essa história, o elenco adulto que dá vida aos personagens que transitam entre o amor, a luta e a arte é composto por Adriana Lessa, Alan Rocha, Guilherme Silva, Rebeca Jamir, Badu Morais, Ananza Macedo, Gui Giannetto, Jean Amorim, Jack Mandinga, Julia Perré, Júlia Sanches, Mestre Tyson, Farini, Renée Natan, Rio Delgado, Sangela Nunes, Thiago Mota e Wesley Guimarães . Já o elenco infantil conta com Caio Santos, Mateus Vicente e Vitor Tomé, representando as diferentes fases da história.
A produção valoriza a força das influências negras na cultura brasileira, exaltando costumes, danças, religiosidade, arranjos, figurinos e a capoeira como elementos de expressão e resistência. Com elenco e equipe majoritariamente negros, o musical revisita o Brasil dos anos 1970 sob a ótica de corpos e vozes que ajudaram a construir a identidade cultural do país, em uma criação que também se reflete na equipe artística: Billy Castilho assina a direção de arte e figurinos, Marco Lima a cenografia, Cesar Pivetti a iluminação e Vanessa Campanari a direção de produção, com Edinho Rodrigues na coordenação.
Sobre a canção
Apresentada pela primeira vez no 3º Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, a canção mistura berimbau e guitarra elétrica, unindo o popular ao moderno — uma síntese perfeita do espírito da Tropicália. O arranjo original de Rogério Duprat, com a participação da banda Os Mutantes, levou Gil ao segundo lugar na competição e à consagração como um dos artistas mais inovadores de sua geração.
A montagem teatral, que recebeu o aval do próprio Gil, traz na trilha sonora 20 músicas, seis compostas especialmente para o espetáculo e outras assinadas por grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Jorge Benjor, Peninha e Carlos Lyra, além de clássicos de Gil.
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SERVIÇO:
Onde: Teatro Claro
Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia Shopping – 5º Piso, Vila Olímpia – São Paulo
Quando: 3 de janeiro a 8 de fevereiro de 2026
Quinta a sexta, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h30, e aos domingos, às 18h
Quanto: Plateia Premium – R$250 (inteira) e R$125 (meia-entrada) | Plateia – R$220 (inteira) e R$110 (meia-entrada) | Balcão Nobre – R$180 (inteira) e R$90 (meia-entrada) | Balcão – R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)*
Vendas: Site Uhuu ou bilheteria física do teatro
Classificação: 12 anos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida



