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Cindy Lauper, botas de couro e drag queens: a fórmula de “Kinky Boots”

A moda de transformar filmes em musicais parece que colou e com sucesso na Broadway. Depois do bem-sucedido “Once“, que levou oito Tony Awards em 2012, incluindo “Melhor Musical”, “Melhor Ator” e “Melhor Direção de Musical”, neste ano outro espetáculo que segue fórmula semelhante é “Kiny Boots”, principal concorrente de “Matilda – The Musical“. A peça, baseada no filme de mesmo nome, que no Brasil ganhou o título “A Fábrica dos Sonhos” tem nada mais, nada menos do que a mão de Cindy Lauper por trás das cenas, como compositora das canções.

Stark Sands e Billy Porter, indicados na categoria de "Melhor Ator em um Musical" no Tony Awards 2013
Stark Sands e Billy Porter, indicados na categoria de “Melhor Ator em um Musical” no Tony Awards 2013

Kinky Boots conta a história de um rapaz (Stark Sands) recebe como herança uma  fábrica de sapatos que não vai bem das pernas, (com o perdão da piada). Até o momento em que uma “fada madrinha” no estilo drag queen (Billy Porter) aparece sugerindo que o  moço inove a linha de produção para conquistar o público gay e salvar os negócios.  O musical lembra em alguns pontos “Priscilla, a rainha do deserto“, mas a grande diferença é que a peça conta com canções próprias, diferente do formato jukebox.

Elenco e time criativo de "Kinky Boots", no centro Cindy Lauper, acompanhada a esquerda Jerry Mitchel, Stark Sands, Harvey Fierstein e a direita com Billy Porter
Elenco e time criativo de “Kinky Boots”. No centro Cindy Lauper, acompanhada à esquerda por Jerry Mitchel, Stark Sands, Harvey Fierstein e à direita  por Billy Porter

Harvey Fierstein, quatro vezes vencedor do Tony Awards e conhecido por interpretar a rechonchuda “Edna Turnblad” em Hairspray” e pelo roteiro de “La Cage Aux Folles” (“A Gaiola das Loucas“) também assina o mesmo em Kinky Boots. Outro grande nome na equipe criativa do musical é Jerry Mitchel, coreógrafo e diretor de “Legally Blonde” (Legalmente Loira).

Com um staff experiente e reconhecido, a crítica norte-americana se rendeu ao espetáculo. O jornal “The New York Times” disse que “Kinky Boots é um empurrão sobre encontrar sua própria paixão, superar o preconceito e transcender os estereótipos” (…KINKY BOOTS is an emotional button-pusher about finding your passion, overcoming prejudice and transcending stereotypes.) A publicação ainda destaca a atuação de Stark Sands como “incrível” (…STARK SANDS is TERRIFIC!”). O Washington Post classificou o musical como “doce, vivaz e irresistivelmente bom! Stark Sands e Annaleigh Ashford são maravilhosos!” (“SWEETLY VIVACIOUS, IRRESISTIBLY GOOD! STARK SANDS and ANNALEIGH ASHFORD are WONDERFUL!”).

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O musical recebeu 13 indicações ao Tony Awards  (o maior número de indicações na temporada de 2013)

Melhor Musical;

-Uma dobradinha na categoria de Melhor Ator em um Musical, pela atuação de Stark Sands e Billy Porter;

Melhor Texto para um Musical, crédito para Harvey Fierstein;

Melhor Partitura para um Musical, pelas letras e músicas de Cindy Lauper;

Melhor Atriz Coadjuvante em Musical, pelo trabalho de Annaleigh Ashford;

Melhor Direção de um Musical, pela coordenação de Jerry Mitchel;

Melhor Coreografia, também sob os olhos de de Jerry Mitchel;

Melhor Orquestração, pela batuta de Stephen Oremus;

Melhor Cenografia de Musical, pela produção de David Rockwell;

Melhor Figurino, pelas criações de Gregg Barnes;

Melhor Iluminação em um Musical, trabalho de Keneth Posner;

Melhor Design de Som, pelo esquema de John Shivers.

Além de todas essas indicações, Kinky Boots ainda angariou três prêmios pelo Outer Critics Circle Awards (Outstanding New Broadway Musical, Outstandin New Score e Outstading Actor in a Musical, pela atuação de Billy Porter). Pelo Audience Choice Awards, o musical recebeu três prêmios (Favorite Musical, Favorite Actor in a Musica, novamente pelo trabalho de Billy Porter, Favorite Funny Performance).

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