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Gottsha Gottlieb – A diva no divã

gottsha-internaO nome Sandra Maria Braga Gottlieb pode não trazer muitas lembranças a sua memória. Mas certamente Gottsha Gottlieb desperta recordações de uma talentosa atriz que fez o seu nome no mundo dos musicais, recebendo honras por sua atuação. Agora, a diva se prepara para um novo trabalho na pele da secretária Smity, seu papel na nova produção de Möeller e Botelho, “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força”.

Desde pequena Gottsha sonhava em ser atriz, mas de início, nunca pensou que também seria cantora. Seus primeiros passos no teatro foram no Colégio Andrews, localizado no Humaitá, Zona do Sul do Rio de Janeiro, onde teve contato com Miguel Falabella, que ministrava aulas de atuação na escola. “Matava muitas aulas lá assistindo a montagens de musicais. Havia ainda os famosos saraus e tenho um grande amigo, também artista de musicais, o Rica Barros, que resolveu montar uma banda e me chamou pra ser backing vocal.  Achei que não soubesse cantar, mas logo me tornei a cantora solo da banda!” relembra a atriz.

Mas o mundo do teatro ainda esperaria um pouco para ver Gottsha brilhar. Enquanto isso, em 1994, a agora cantora fazia sucesso ao lançar o single “No one to answer“, adepto do estilo “eurodance”, que chegou a ser distribuído em 50 países e no ano seguinte, se tornou o nome do primeiro CD de Gottsha. A atriz foi a primeira brasileira a gravar músicas  compostas em inglês no Brasil nos anos 1990. Em 1998, ela lançou mais um single “I love the night life”, que também faria parte do repertório do musical “As Malvadas“.

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Amizade com Charles Möeller e Claudio Botelho

Gottsha tem uma amizade de longa data com a dupla Claudio Botelho e Charles Möeller e tudo começou em um convite para participar do primeiro espetáculo musical produzido pelos dois em conjunto, “As Malvadas“. A peça, escrita por Möeller em 4 dias foi sucesso de crítica em seu lançamento no ano de 1997. Além de Gottsha, o elenco contava com nomes que anos a frente despontariam nos espetáculos produzidos pela dupla: Ivana Domenico, Ada Chalesiov, Alessandra Maestrini e Kiara Sasso.

Elenco de "As Malvadas" Ada Chalesiov, Alessandra Maestrini, Gottsha Gottllieb, Kiara Sasso e Ivana Domenico. Ao centro, Claudio Botelho
Elenco de “As Malvadas” Ada Chalesiov, Alessandra Maestrini, Gottsha Gottllieb, Kiara Sasso e Ivana Domenico.

Em 2000, ela fez parte do elenco de outro espetáculo de Möeller e Botelho e sucesso de crítica: Cole Porter – Ele nunca disse que me amava”. O musical, com músicas do compositor americano, chegou a ficar quase três anos em cartaz e foi apresentado no Rio de Janeiro, São Paulo e até em Portugal. No ano de 2003, atuou em “Suburbano Coração”  e em 2004, no musical “Tudo é Jazz”. Já em 2007, Gottsha estrelaria mais uma peça autoral de Möeller e Botelho: “7  – O musical”.  Agora, em 2013, ela vive Smity, na versão da dupla do premiado “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força”.

“É sempre muito prazeroso trabalhar com eles, porque eu comecei a minha carreira com os dois em 1996 e vejo a evolução deles, sempre primando pela qualidade. Eu vejo que estão se superando a cada espetáculo, fazendo coisas maravilhosas e realmente eu fico muito feliz. Mas mesmo sendo amiga deles, quando a gente está trabalhado isso fica bem dividido. É muito bom essa separação de amizade no trabalho porque com isso eles conquistaram  espaço. Eu estou muito feliz de estar do lado deles, acho que vou ficar para sempre, até ficar velhinha vou estar com os dois, que são mestres”, comenta Gottsha sobre a amizade com a dupla.

Carreira em diversas frentes

Nem só de musicais vive a atriz. Gottsha fez participações em novelas da Rede Globo, como “Celebridade” (2004), interpretando a cantora Carmem Santana, e “Senhora do Destino” (2005). A cantora também fez trabalhos de dublagem no cinema, sendo a voz da personagem Roz, de “Monstros S.A.” e mais recentemente da malvada Gothel no longa infantil “Enrolados“.

Também vieram outros musicais nacionais como “Oui, Oui, a França é Aqui” (texto de Eduardo Rieche), “Chiquinha Gonzaga“,  “Beatles num Céu de Diamantes” e o criativo “4  Faces do Amor“, com texto de Eduardo Bakr. Junto com Alessandra Verney protagonizou a peça “Movies Stars”, em 2006, que voltou ao circuito no ano passado. Com participação especial de Claudio Botelho, as cantoras apresentavam clássicos do cinema e dos musicais. Seu último trabalho foi na versão brasileira de “Xanadu“, de Miguel Falabella, ao lado de Danielle Winits , Sabrina Korgut e Thiago Fragoso.

Se em Xanadu, Gottsha teve que dançar, cantar e patinar, em “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força” o desafio é outro. “Todos os espetáculos que participo são desafiadores mas nesse o meu maior desafio é na cena de “O clube dos irmãos” (versão brasileira de “The Brotherhood” of Man”), em que tenho que subir em uma mesa cantando e vê-la depois andando, momento em que preciso manter a calma e o equilíbrio” comenta a atriz.

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Cena de “O clube dos irmãos”, versão brasileira de “The Brotherhood of Man”, criada por Claudio Botelho

Como fruto de todo esse trabalho e dedicação, Gottsha recebeu no ano de 2006 o Diploma e a Medalha de Mérito Cultural Tomé de Souza da  Federação das Academias de Letras e Artes de São Paulo (FALASP). “Realmente tenho orgulho em ser referência para os jovens que vem conquistando seu lugar nesse meio. É muito bom obter esse reconhecimento. Quando comecei, não haviam tantas pessoas especializadas … atualmente o Brasil é o terceiro país no mundo na produção de musicais, isso só prova que temos talento e competência.

 

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Shows, shows e mais shows! 

Além de sua estreia em “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força”, tem mais planos para 2013. “Eu estou com um show agendado no final de junho início de julho no Sesc Copacabana com músicas dos anos 1970. Vai se chamar “Discotech” e neste projeto voltarei às minhas origens, onde comecei minha carreira como cantora. Será um momento nostálgico que eu  estou feliz  de produzir, porque eu mal estreei um novo espetáculo e já estou a pensar em tudo que será necessário para realizar esse show. Eu sou workaholic, eu adoro trabalhar!” .

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Cláudio Martins

Jornalista formado pela FACHA (RJ) e fundador do A Broadway é Aqui!

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